

EUA INVADEM A VENEZUELA; TRUMP ANUNCIA A CAPTURA DE MADURO APÓS ATAQUES EM CARACAS
Explosões, apagão e sobrevoo militar marcaram a madrugada; governo venezuelano fala em agressão imperialista e decreta estado de comoção externa
Centro Histórico da Cidade de São Paulo — Sábado, 03 de janeiro de 2026
Por Mário Marcovicchio
EUA INVADEM A VENEZUELA; TRUMP ANUNCIA A CAPTURA DE MADURO APÓS ATAQUES EM CARACAS

A Venezuela viveu, na madrugada deste sábado (3), um dos episódios mais graves de sua história recente. Explosões foram ouvidas em diferentes pontos de Caracas, acompanhadas por colunas de fumaça, sobrevoo de aeronaves militares a baixa altitude e interrupção no fornecimento de energia elétrica em várias regiões da capital.
Pouco depois dos primeiros relatos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social Truth Social que os EUA realizaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela. Segundo Trump, a operação teria resultado na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, que teriam sido retirados do país por via aérea em uma ação conduzida em conjunto com forças de segurança norte-americanas. O presidente americano anunciou ainda uma coletiva de imprensa às 11h para detalhar a ofensiva.
Explosões e apagão em Caracas
Moradores relataram que as explosões começaram por volta das 2h da madrugada, com registros em áreas próximas à base aérea de La Carlota e em bairros residenciais. Vídeos gravados por civis circularam rapidamente nas redes sociais, mostrando clarões no céu, colunas de fumaça e aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude.
Jornalistas que colaboram com a BBC Mundo confirmaram que diversas regiões de Caracas ficaram sem energia elétrica, além de dificuldades de comunicação durante o período mais intenso dos ataques.
A jornalista venezuelana Vanessa Silva, que vive na capital, relatou ter visto uma explosão da janela de sua residência. “Foi enorme, mais forte que um raio. O prédio inteiro tremeu. O coração disparou e as pernas tremiam”, afirmou.
Governo venezuelano fala em agressão militar
Antes mesmo da publicação de Trump, o governo da Venezuela divulgou um comunicado oficial classificando o episódio como uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra localidades civis e militares da cidade de Caracas e dos estados Miranda, Aragua e La Guaira”, diz a nota.
O texto afirma ainda que a ação ameaça a paz e a estabilidade internacional, especialmente na América Latina e no Caribe, e coloca em risco a vida de milhões de pessoas. O governo convocou forças sociais e políticas a se mobilizarem contra o que chamou de “ataque imperialista” e de tentativa de impor uma mudança de regime.
Segundo o comunicado, Nicolás Maduro assinou um decreto instituindo estado de comoção externa em todo o território nacional, invocando o direito à legítima defesa com base no artigo 51 da Carta das Nações Unidas.
Alvos militares e escalada de tensão
A rede norte-americana CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, informou que Trump teria ordenado ataques em múltiplos pontos da Venezuela, incluindo instalações militares estratégicas.
A ofensiva ocorre em meio a um período de forte escalada de tensão entre Washington e Caracas. Nos últimos meses, os Estados Unidos vinham ampliando sua presença militar no Caribe e reiterando que consideram Maduro um presidente ilegítimo, associando seu governo ao narcotráfico e a organizações criminosas.
Situação em desenvolvimento
Até o momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro de Nicolás Maduro nem sobre os detalhes operacionais da suposta captura anunciada por Trump. Autoridades venezuelanas afirmam desconhecer oficialmente a localização do presidente, enquanto a comunidade internacional acompanha a crise com atenção máxima.
Trata-se de uma notícia em atualização, com potencial de provocar impactos profundos na geopolítica regional e global.
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