DOIS KIWIS POR R$ 95: LUTADOR JAPONÊS SE ASSUSTA NO MERCADÃO E REACENDE POLÊMICA DO “GOLPE DA FRUTA”
Ex-WWE Yujiro Kushida questionou o preço pago durante visita ao Mercado Municipal de São Paulo; internautas associaram episódio a prática denunciada há anos no ponto turístico
Centro Histórico da Cidade de SP, 12.08.2026
Redação Jornal25News
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
O lutador japonês Yujiro Kushida, conhecido internacionalmente pelo wrestling e por sua passagem pela WWE, chamou atenção nas redes sociais depois de relatar uma experiência inusitada no Mercado Municipal de São Paulo, o tradicional Mercadão, no Centro da capital.
Durante uma visita ao ponto turístico, Kushida contou ter pago R$ 95 por apenas dois kiwis.
Surpreso, comparou o valor ao preço de um rodízio de churrasco que havia consumido na noite anterior e perguntou aos brasileiros se aquela cobrança era normal.
A publicação rapidamente viralizou.
Internautas responderam dizendo que o japonês poderia ter passado por uma situação semelhante ao chamado “golpe da fruta”, expressão usada há anos para descrever relatos de consumidores que afirmam ter sido pressionados a comprar frutas por valores muito superiores ao esperado depois de aceitarem degustações.
Até o momento, porém, não há confirmação oficial de fraude no caso envolvendo Kushida.
Mesmo surpreso com a conta, o lutador levou o episódio com bom humor e afirmou ter gostado do Brasil.
LEITURA INTEGRAL
Dois kiwis e uma conta de R$ 95
A visita ao Mercadão deveria ser apenas mais um passeio turístico de Yujiro Kushida por São Paulo.
Mas dois kiwis transformaram o passeio em assunto nas redes sociais.
O lutador relatou que experimentou frutas oferecidas no local e, posteriormente, acabou comprando dois kiwis.
Na hora de pagar, veio a surpresa: R$ 95.
Em sua publicação, Kushida afirmou que teve dificuldade para recusar a compra depois de ter experimentado vários produtos oferecidos pelos vendedores.
O japonês também comparou a cobrança ao valor de um jantar em uma churrascaria. Segundo ele, a conta pelos dois kiwis ficou próxima do que havia pago por um rodízio na noite anterior.
Diante da situação, perguntou aos seguidores brasileiros se aquele preço poderia ser considerado normal.
Lutador brinca com a situação
O episódio ganhou ainda mais repercussão quando Kushida decidiu brincar com o valor pago.
Em vídeo divulgado durante sua passagem pelo país, ele disse que não imaginava que kiwi fosse tão caro no Brasil.
Apesar da brincadeira, o lutador afirmou que gostou da viagem e manifestou vontade de retornar ao país.
A reação descontraída não impediu que brasileiros começassem a alertá-lo nas redes sociais.
Internautas lembram o “golpe da fruta”
Nos comentários, usuários associaram imediatamente o episódio ao chamado “golpe da fruta”, expressão que ficou conhecida depois de sucessivas reclamações de visitantes do Mercadão.
Os relatos normalmente seguem um roteiro semelhante: vendedores oferecem pedaços de frutas para degustação, o cliente aceita e depois é convencido ou pressionado a realizar uma compra.
A surpresa aparece na hora de pagar, quando o consumidor descobre um valor muito superior ao que imaginava.
Também existem relatos de clientes que afirmam ter tido dificuldade para compreender os preços informados por peso ou de terem sido submetidos a abordagens consideradas excessivamente insistentes.
No caso de Kushida, porém, é importante fazer uma distinção: não existe até o momento confirmação oficial de que o estabelecimento tenha cometido fraude contra o lutador.
O que existe é o relato do próprio atleta sobre o valor pago e a associação feita por internautas com episódios anteriores.
Problema no Mercadão não é novo
As reclamações envolvendo o comércio de frutas no Mercado Municipal ganharam forte repercussão nacional em 2022.
Na época, consumidores denunciaram cobranças consideradas abusivas e abordagens insistentes.
O Procon-SP passou a acompanhar o problema e reforçou que comerciantes têm obrigação de apresentar preços de maneira clara e adequada aos consumidores.
Fiscalizações realizadas no período encontraram irregularidades relacionadas principalmente à informação de preços e validade de produtos.
Mercadão mudou regras para vendedores
A repercussão das denúncias levou a administração do Mercado Municipal a endurecer as normas para comerciantes.
Em 2023, foram estabelecidas regras para reduzir situações de intimidação durante as abordagens.
Entre as medidas adotadas estava a proibição de vendedores abordarem consumidores utilizando facas de metal durante as degustações, permitindo apenas utensílios de plástico.
Também passou a ser recomendada uma distância mínima de um metro entre vendedor e consumidor, além da restrição à abordagem de um mesmo cliente por vários vendedores ao mesmo tempo.
As mudanças tiveram como objetivo tornar a experiência de compra mais transparente e evitar práticas consideradas abusivas.
Caso de Kushida traz assunto de volta
Mais de três anos depois das mudanças, o episódio envolvendo o lutador japonês voltou a colocar a discussão sobre preços e abordagens no Mercadão no centro das redes sociais.
Kushida publicou imagens de sua passagem pelo mercado e questionou diretamente os brasileiros sobre o preço pago.
A história ganhou repercussão e reacendeu o debate sobre uma questão que já afetou a imagem de um dos pontos turísticos mais tradicionais de São Paulo.
O MERCADÃO
Inaugurado em 1933, o Mercado Municipal Paulistano é um dos principais cartões-postais gastronômicos da cidade.
Localizado no Centro Histórico de São Paulo, tornou-se conhecido pela arquitetura, pelos vitrais, pelas frutas, especiarias e produtos importados, além de pratos tradicionais como o sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau.
O episódio envolvendo Kushida não muda a importância histórica e turística do espaço, mas reforça uma questão fundamental para qualquer estabelecimento que recebe milhares de visitantes:
preço claro, informação transparente e liberdade de escolha do consumidor.
ENTENDA O CASO
Quem: Yujiro Kushida
Nacionalidade: japonesa
Profissão: lutador profissional de wrestling e ex-WWE
Local: Mercado Municipal de São Paulo
Compra relatada: dois kiwis
Valor: R$ 95
Reação: questionou se o preço era normal
Internautas: associaram o episódio ao chamado “golpe da fruta”
Fraude comprovada neste caso: não há confirmação oficial
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