Nágila Seidenstucker, formada em Filosofia, mas programadora autodidata (que aprendeu sozinha), está usando a tecnologia para revolucionar as publicações em Braille (o sistema de leitura para pessoas cegas)! Ela atua na Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo, e está liderando um projeto incrível que vai facilitar o acesso de milhões de brasileiros ao conhecimento!
Do “Por Acaso” ao Reconhecimento: A Jornada de Nágila!

Nágila Seidenstucker, que é natural de Mato Grosso do Sul, começou sua jornada com o braille “por acaso”. Em busca de um emprego após a faculdade de Filosofia, ela foi indicada para trabalhar em um Centro de Apoio a Pessoas com Deficiência Visual, onde “aprendeu tudo” sobre o sistema de escrita e passou a adaptar materiais didáticos.
- Olhar Inovador: Com a experiência, Nágila percebeu um grande desafio no setor: a falta de programas específicos e de infraestrutura tecnológica voltada ao sistema braille. “É tudo meio na gambiarra”, disse ela.
- Aprendizado Autodidata: Determinada a mudar essa realidade, a jovem decidiu não se contentar com as limitações. Com a ajuda do marido, que é desenvolvedor de software, ela aprendeu a programar sozinha e começou a criar soluções para os problemas do dia a dia, como a formatação de números e a sumarização de arquivos.
Foi assim que ela fundou a área de “Desenvolvimento de Sistemas e Inovação” na Fundação Dorina Nowill para Cegos, onde atua desde o início de 2024.
A Plataforma Braille: IA a Serviço da Acessibilidade!

A grande inovação de Nágila é a Plataforma Braille! Em parceria com a CodeBit, a equipe liderada por ela está desenvolvendo uma plataforma que vai automatizar a transcrição de arquivos para o sistema braille, desde a formatação inicial até a impressão.
- Inteligência Artificial (IA): Além da Plataforma Braille, a Fundação Dorina Nowill está investindo em outras iniciativas tecnológicas, como a Dorina IA, uma ferramenta de inteligência artificial que gera audiodescrição de imagens com base em diretrizes de acessibilidade.
- Desafio dos Gráficos: O desafio atual é criar procedimentos para a tradução de gráficos, tabelas e mapas para o braille, áreas que são complexas. Para isso, eles estão montando grupos de estudo com especialistas.
Segundo Nágila, “Quando começamos a resolver essas questões, os editores ficam mais felizes e mais atentos. O livro sai mais rápido e com mais qualidade. Consequentemente, ele chega mais rápido às crianças”.
Um Legado de Inclusão para Milhões de Brasileiros!

Os avanços e possibilidades conquistados por meio da tecnologia contrastam com os obstáculos enfrentados pela comunidade de pessoas com deficiência visual no Brasil – cerca de 6,5 milhões de brasileiros. Infelizmente, a taxa de analfabetismo é maior entre pessoas com deficiência (19,5%), e apenas 29,2% estão no mercado de trabalho.
Os planos da Fundação Dorina Nowill incluem abrir a Plataforma Braille para professores e outras instituições de ensino, para que mais educadores possam adaptar conteúdos para seus alunos com facilidade.
A história de Nágila Seidenstucker é um testemunho poderoso de que a paixão por resolver problemas, aliada à tecnologia e à dedicação, pode derrubar barreiras e transformar a vida de milhões de pessoas, garantindo mais acesso, inclusão e dignidade.
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