Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 8 de julho de 2026
Você que acorda cedo, que paga seus impostos em dia para ter uma cidade minimamente cuidada e quer apenas um espaço digno para seus filhos brincarem no final de semana, sente um nó na garganta quando a ignorância e a maldade destroem o pouco de lazer que chega à periferia. O paulistano de bem trabalha honestamente para construir, enquanto vândalos agem sob o manto da impunidade para destruir o patrimônio que pertence a toda a comunidade.
Apenas três dias após ser instalada para alegrar as crianças e revitalizar a Praça Luiz Nery, no distrito de Perus, a estátua de bronze de Milena — a primeira protagonista negra dos quadrinhos de Mauricio de Sousa — foi covardemente decapitada por criminosos.
A ENGRENAGEM DO FATO: A ação criminosa ocorreu no último fim de semana, pouquíssimo tempo após a inauguração da obra. A escultura faz parte de uma grande exposição urbana, composta por 91 peças espalhadas pelas cinco regiões da capital paulista para celebrar os 90 anos de Mauricio de Sousa.
Aproveitando-se da falta de iluminação adequada e de policiamento preventivo no local durante a madrugada, criminosos vandalizaram o monumento de bronze, aplicando força extrema para arrancar por completo a cabeça da estátua. A depredação foi identificada pelas forças de segurança pública durante um patrulhamento de rotina na manhã de domingo, dia 5 de julho. A cabeça arrancada não foi localizada no entorno, e a carcaça decapitada da personagem infantil precisou ser removida às pressas, deixando apenas um pedestal vazio e a sensação de revolta entre as famílias do bairro.
VOZES E ANÁLISE: O ataque provocou forte comoção e indignação coletiva nas redes sociais e entre os moradores de Perus. A Secretaria Municipal de Cultura, confirmou o ato de vandalismo e informou que o caso foi registrado no 33º Distrito Policial (Pirituba/Perus), que agora busca identificar os autores do crime. O Instituto Mauricio de Sousa lamentou profundamente o ocorrido, e recolheu os restos da peça assinada pelo renomado escultor Eduardo Santos, para que passe por um processo de restauração emergencial.
“Isso não é uma simples travessura, é crime e é uma afronta contra a nossa comunidade. Milena representa a inclusão de milhares de crianças que finalmente se veem nos gibis. Destruir um monumento infantil em uma praça pública mostra o nível de degradação moral de quem comete um ato desses.

Não podemos tratar esses criminosos com passividade”, apontam especialistas em segurança pública e lideranças comunitárias da Zona Noroeste. Outro monumento da mesma exposição, a estátua do personagem Nimbus, na Liberdade, também sofreu danos recentemente, ligando o sinal de alerta sobre a segurança dessas obras.
DADOS OFICIAIS:
Ocorrência: Dano qualificado ao patrimônio público cultural (Artigo 163 do Código Penal).
Alvo: Estátua de bronze da personagem Milena (exposição comemorativa dos 90 anos de Mauricio de Sousa).
Localização: Praça Luiz Nery, distrito de Perus (Zona Noroeste de São Paulo).
Situação Policial: Caso registrado e sob investigação pelo 33º Distrito Policial.
Impacto Social: Prejuízo ao erário público, desperdício de investimento cultural em áreas periféricas e privação do direito de lazer seguro para centenas de crianças da região.
O RIGOR DA LEI: O paulistano de bem exige que praças e monumentos não continuem sendo terra sem lei na mão de marginais. Quem destrói uma estátua infantil demonstra um desprezo absoluto pelo convívio social e merece sentir o peso rigoroso da Justiça, sem qualquer tipo de passar de mão na cabeça.
A prefeitura de São Paulo precisa utilizar a tecnologia de monitoramento do sistema Smart Sampa, para rastrear os passos dos criminosos no entorno da praça e colocá-los atrás das grades. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) deve reforçar o patrulhamento ostensivo para blindar esses espaços públicos contra a barbárie.
Vandalismo é crime e a conta da reconstrução não pode ser cobrada do contribuinte honesto; os destruidores devem ser identificados e obrigados a pagar cada centavo da restauração do próprio bolso.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a falta de policiamento ostensivo e de câmeras de segurança nas praças da periferia de São Paulo, facilita a ação de vândalos, ou o problema é puramente a impunidade e a falta de punições mais severas para quem depreda o patrimônio público?
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