Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 16 de julho de 2026.
A Polícia Civil de São Paulo, em uma ação conjunta com a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), revelou os bastidores da Operação Hawala, desmantelando uma rede criminosa interestadual, que utilizava comércios populares de fachada, para lavar o dinheiro do tráfico de drogas de grandes facções nacionais.
A ENGRENAGEM DO FATO: O esquema operava de forma camuflada sob a rotina caótica do centro paulistano. No papel, a loja “Babe Shopee Cell” — especializada em assistência técnica e venda de acessórios para celulares — declarava um modesto capital social de apenas R$ 50 mil. No entanto, o cruzamento de transações bancárias e fiscais revelou uma realidade espantosa: em apenas dois anos (entre 2021 e 2024), o estabelecimento movimentou quase R$ 50 milhões.
A loja de c,apinhas, operada por Bárbara Luzia Souza de Carvalho, servia como uma peça fundamental para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos por meio de atividades ilícitas. A organização criminosa atuava como uma verdadeira “prestadora de serviços” de lavagem de dinheiro para facções rivais, integrando os fluxos financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP). A rede sob investigação movimentou mais de R$ 100 milhões globais e contava com transações fracionadas, depósitos em espécie e contas de laranjas para despistar o Coaf e o Banco Central.
VOZES E ANÁLISE: A operação simultânea resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Na capital paulista, os policiais prenderam quatro investigados apontados como peças-chave do núcleo de negócios: Yasser Zayoun, Kassem Zayoun, Lucas Gabriel Vidal e Ali Alfakih, que agora integram a lista de 22 denunciados pela Justiça.

Além da conexão com o narcotráfico nacional, os agentes investigam uma ramificação internacional ainda mais alarmante. A análise de dados identificou transações financeiras, envolvendo um empresário de origem libanesa sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por suspeita de integrar a rede de financiamento da organização terrorista internacional Al-Qaeda. “As facções e o crime organizado, buscam prestadores de serviços financeiros especializados em burlar o sistema bancário tradicional. Identificar o fluxo financeiro é o único caminho para asfixiar o tráfico”, destacaram os promotores do Gaeco responsáveis pelo caso.
DADOS OFICIAIS:
Valor/Volume: Movimentação suspeita de quase R$ 50 milhões concentrada na loja Babe Shopee Cell e rombo global superior a R$ 100 milhões na rede de lavagem de dinheiro da Operação Hawala.
Base Legal: Lei Federal nº 9.613/1998 (Crimes de Lavagem de Dinheiro e Ocultação de Bens) e Artigo 2º da Lei nº 12.850/2013 (Promover ou integrar organização criminosa).
Localização: Rua 25 de Março, Centro Histórico de São Paulo (SP), com ramificações em Minas Gerais, Foz do Iguaçu (PR) e Rio de Janeiro (RJ).
Impacto Social: Concorrência desleal contra o comércio de rua honesto, financiamento do poder bélico de facções criminosas nas favelas e inserção de fortunas ilícitas na economia formal.
Clique aqui para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL e no Jornal https://jorn,al25news.com.br/ e não perca nenhum detalhe!
📺 TV JORNAL25NEWS





















































