AUSENTE, LULA VIRA PRINCIPAL ALVO NO PRIMEIRO DEBATE PRESIDENCIAL; FLÁVIO FICA EM SEGUNDO PLANO
Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury participaram do encontro da Band; Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema não compareceram
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
São Paulo, 23 de agosto de 2026 — Eleições 2026
Mesmo sem participar do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acabou ocupando o centro das discussões na noite deste domingo (23).
O encontro realizado pela Band, em parceria com Estadão, TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, contou com Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não compareceram.
Renan Santos adotou o tom mais agressivo e concentrou boa parte das críticas em Lula. Ronaldo Caiado atacou o atual governo e apresentou resultados e propostas nas áreas de segurança pública e economia. Augusto Cury optou por um discurso mais moderado, com foco em educação, empreendedorismo e programas sociais.
Embora também tenha sido criticado, Flávio Bolsonaro acabou ocupando espaço menor no confronto.
A ausência dos dois principais nomes nas pesquisas ganhou ainda mais destaque porque o Datafolha divulgado em 21 de agosto aponta Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% das intenções de voto no cenário pesquisado.
LEITURA INTEGRAL
O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 teve apenas três dos seis convidados no palco, mas um dos principais personagens da noite sequer estava presente.
Mesmo ausente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se o principal alvo das críticas de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury no debate realizado neste domingo, 23 de agosto, nos estúdios da Band, em São Paulo.
Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema não participaram do encontro.
LULA VIRA O PRINCIPAL ALVO
Os ataques mais duros ao presidente partiram de Renan Santos.
O candidato do Missão fez críticas ao governo federal, à trajetória política de Lula e também ao eleitorado do presidente.
Em uma de suas falas, Renan classificou como “canalha” parte dos eleitores que continuam apoiando Lula e afirmou que não deseja o voto desse grupo.
A declaração provocou reação de Augusto Cury, que criticou o nível de agressividade adotado pelo adversário.
As declarações representam manifestações políticas feitas durante o debate e devem ser compreendidas como opiniões e acusações dos próprios candidatos.
FLÁVIO BOLSONARO FICA EM SEGUNDO PLANO
Flávio Bolsonaro também foi alvo de críticas, especialmente de Renan Santos e Ronaldo Caiado, mas ocupou espaço menor ao longo do programa.
Renan fez referências a investigações e episódios envolvendo o senador e também criticou sua ausência.
Caiado igualmente questionou os candidatos que não compareceram ao encontro.
Referências feitas no debate a investigações, suspeitas ou acusações envolvendo candidatos e seus familiares não representam, por si só, comprovação de culpa.
Pela Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
POR QUE LULA NÃO PARTICIPOU
A campanha de Lula já havia informado que o presidente não participaria do primeiro debate.
Durante o mesmo horário, a Record exibiu uma entrevista previamente gravada com o presidente no programa Domingo Espetacular.
A decisão foi criticada por candidatos presentes no debate.
FLÁVIO CONDICIONA PRESENÇA À PARTICIPAÇÃO DE LULA
Flávio Bolsonaro vinha sinalizando que poderia participar dos debates caso Lula também estivesse presente.
A avaliação política de sua campanha seria evitar que, sem o atual presidente no palco, o senador se tornasse o principal alvo dos demais candidatos.
Com Lula ausente, Flávio também decidiu não comparecer.
ZEMA TAMBÉM NÃO FOI AO DEBATE
O candidato do Novo, Romeu Zema, também comunicou antecipadamente que não participaria.
Com isso, metade dos seis candidatos convidados ficou fora do primeiro grande confronto televisivo da campanha presidencial.
A ausência, isoladamente, não significa desistência da candidatura.
CAIADO APOSTA NA EXPERIÊNCIA ADMINISTRATIVA
Ronaldo Caiado utilizou boa parte de suas intervenções para destacar resultados de sua administração em Goiás e defender propostas para o País.
Na segurança pública, falou em maior integração das forças policiais, uso de tecnologia, inteligência e ampliação da estrutura penitenciária.
Também criticou o governo Lula nas áreas econômica, diplomática e de combate ao crime organizado.
Caiado buscou apresentar sua experiência como governador como uma credencial para disputar a Presidência.
CURY ADOTA TOM MAIS MODERADO
Augusto Cury seguiu uma linha diferente dos adversários.
O escritor e candidato do Avante abordou educação, saúde emocional, empreendedorismo e políticas sociais.
Entre suas propostas, defendeu mecanismos para que beneficiários do Bolsa Família que consigam emprego formal ou abram uma empresa como MEI não percam imediatamente o benefício.
Segundo Cury, a transição poderia estimular o aumento da renda sem retirar de forma imediata a proteção social.
O candidato também criticou o tom agressivo do debate e procurou se posicionar como alternativa à polarização.
SEGURANÇA, ECONOMIA E EDUCAÇÃO
Apesar da forte presença de críticas aos ausentes, o debate também abriu espaço para propostas.
Os principais assuntos discutidos foram:
- segurança pública;
- combate ao crime organizado;
- educação;
- emprego e renda;
- juros;
- Bolsa Família;
- empreendedorismo;
- política externa;
- violência contra a mulher.
Os candidatos apresentaram diferentes propostas e utilizaram o encontro para tentar ampliar sua visibilidade em uma eleição ainda concentrada nos dois primeiros colocados das pesquisas.
DATAFOLHA MOSTRA LULA E FLÁVIO NA FRENTE
A pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto de 2026 mostra Lula e Flávio Bolsonaro nas duas primeiras posições do cenário pesquisado.
INTENÇÃO DE VOTO
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Renan Santos (Missão): 4%
Romeu Zema (Novo): 3%
Augusto Cury (Avante): 2%
O levantamento ouviu 2.058 eleitores em 128 municípios.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04496/2026.
O QUE O PRIMEIRO DEBATE MOSTROU
O primeiro confronto televisionado da campanha deixou claro o desafio dos candidatos que aparecem atrás de Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas.
Sem os dois líderes no palco, Renan Santos adotou uma estratégia de confronto, Caiado procurou destacar experiência administrativa e Augusto Cury apresentou uma postura mais moderada.
Lula, mesmo ausente, terminou como o nome mais citado e mais atacado da noite.
Flávio Bolsonaro, que também não compareceu, ficou em segundo plano.
O próximo passo da campanha será mostrar se Lula e Flávio aceitarão participar dos próximos debates e, principalmente, quando os dois principais nomes das pesquisas estarão frente a frente diante dos eleitores.
FONTES
Band — Eleições 2026
Datafolha / Folha de S.Paulo
Estadão
UOL Eleições
CNN Brasil
Pesquisa Datafolha: BR-04496/2026
Centro Histórico da Cidade de São Paulo
Redação — Jornal25News
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