💜🔥 BASTA! Mulheres Tomam a Paulista em Um Grito Só: “Queremos Viver!”
Por Maria Clara Clarinha – Jornal25News Teens
Centro Histórico da Cidade de SP, Domingo, 07 de Dezembro de 2025

A Avenida Paulista virou um mar lilás, forte e resistente neste domingo (7). Milhares de mulheres (e muitos homens também 💜) se juntaram no grande ato “Basta de Feminicídio — Queremos as Mulheres Vivas!”.
Foi bonito. Foi pesado. Foi urgente.
E, acima de tudo, foi necessário.
O clima era de protesto, mas também de cuidado, acolhimento, força e um mega aviso pra sociedade:
👉 ninguém aguenta mais a violência contra a mulher.
✊ “Misoginia fere o direito de existir”, diz professora
A professora Jéssica Torres, 39 anos, resumiu o sentimento de muita gente ali:
“A misoginia fere o direito da mulher de existir. É isso. É sobre liberdade.”
Jéssica trabalha o tema com crianças desde cedo — porque, segundo ela, é na infância que os preconceitos começam a ser repetidos.
E faz todo sentido, né? Criança copia o mundo em volta. Se o mundo mostra machismo, ela reproduz. Se o mundo mostra respeito, ela aprende respeito. Simples assim.
🧸📚 “Está em tudo”: feminicídio começa nos detalhes
A pedagoga Fernanda Prince, 34 anos, contou que fala sobre machismo com crianças de 6 a 8 anos — e que elas entendem perfeitamente.
“Brinquedo de menina, brinquedo de menino… cor de menina, cor de menino. Parece bobo, mas ali já estão as sementinhas. Para o bem e para o mal.”
Fernanda disse que está exausta da violência e da forma como influenciadores machistas espalham ódio online.
“Não dá mais pra ficar calada. Tem que vir pra rua.”
🏘️ “Machismo estrutural mata”: movimentos de moradia também foram
Graça Xavier, 58 anos, levou um grupo inteiro de mulheres e homens do movimento de moradia.
Ela lembrou algo muito real:
“Quem vive na periferia vê isso todo dia. Mulher machucada, mulher morta porque homem não aceita igualdade.”
E ressaltou:
👉 o ato foi organizado em menos de 10 dias e rolou em vários estados ao mesmo tempo.
Quando a dor é grande, a resposta também é.
⚖️ “Precisamos de leis severas — agora”
Centenas de cartazes pediam penas mais duras para quem comete feminicídio.
A comerciante Lilian Lupino, 47 anos, resumiu o clima do protesto:
“Muita mulher morre por causa de uma cultura milenar de opressão. Os homens se sentem protegidos porque faltam leis severas.”
Ela falou também sobre os tipos de morte que não aparecem no jornal:
- terrorismo psicológico,
- silenciamento,
- falta de espaço,
- medo constante.
Violência que não deixa roxo na pele, mas destrói por dentro.
💜 No fim, o recado foi só um:
As mulheres querem viver.
E não vão mais pedir isso baixinho.
Fonte: Agência Brasil


















































