Bad Bunny: da periferia de Porto Rico ao estrelato global e a polêmica que dividiu o Super Bowl
Cantor que revolucionou a música latina vive auge da carreira enquanto enfrenta debates políticos e culturais após apresentação histórica na NFL
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, sábado, 21 de fevereiro de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

Benito Antonio Martínez Ocasio, conhecido mundialmente como Bad Bunny, nasceu em 10 de março de 1994, em Vega Baja, Porto Rico. Filho de uma professora e de um caminhoneiro, cresceu ouvindo salsa, merengue e reggaeton. Ainda jovem, cantava no coral da igreja e começou a escrever suas próprias músicas.
Antes da fama, trabalhou como empacotador em um supermercado enquanto publicava canções no SoundCloud. Em 2016, a música “Diles” viralizou na plataforma e abriu as portas da indústria musical. Nos anos seguintes, ele se consolidou como um dos artistas mais ouvidos do mundo, liderando rankings do Spotify e vencendo prêmios como o Grammy e o Grammy Latino. Álbuns como YHLQMDLG (2020) e Un Verano Sin Ti (2022) ajudaram a transformar a música em espanhol em protagonista no mercado global, segundo dados da Billboard e da Recording Academy.

Além da música, Bad Bunny passou a se posicionar politicamente. Em diferentes momentos, ele criticou políticas do ex-presidente Donald Trump, especialmente em relação a Porto Rico e à comunidade latina nos Estados Unidos. Em entrevistas e publicações nas redes sociais, o artista já condenou declarações consideradas ofensivas aos imigrantes e criticou a gestão federal após crises enfrentadas pela ilha, como os impactos do furacão Maria. Veículos como a Reuters e a Billboard registraram esses posicionamentos ao longo dos últimos anos.
Esse histórico de declarações voltou ao debate após sua apresentação como atração principal do show do intervalo do Super Bowl LX, em fevereiro de 2026. Bad Bunny se tornou o primeiro artista solo latino a liderar o espetáculo e realizou grande parte da performance em espanhol. Para muitos analistas, o momento foi histórico em termos de representatividade cultural.
Por outro lado, setores conservadores criticaram a escolha do artista e questionaram a linguagem e o teor do show. Segundo a Reuters, pedidos formais levaram a uma análise regulatória da apresentação, mas não foram identificadas violações às normas de transmissão. A CBS News destacou que o episódio ampliou o debate sobre identidade latina, diversidade e o espaço da cultura hispânica em grandes eventos norte-americanos.
A trajetória de Bad Bunny, que começou de forma independente em Porto Rico e alcançou o maior palco esportivo do mundo, mostra não apenas o crescimento da música latina, mas também como artistas contemporâneos passaram a ocupar espaços políticos e culturais antes restritos. Admirado por milhões e criticado por outros, ele se consolidou como uma das figuras mais influentes, e debatidas, da atualidade.
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