📰 Editorial – Jornal25News – Independente
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Domingo, 09 de Novembro de 2025.
Por Mário Marcovicchio – Editor-
A incoerência do Prefeito Nunes: entre o discurso verde e a cidade em colapso

O prefeito Ricardo Nunes declarou recentemente, em ato simbólico no Pateo do Collegio, que plantar 120 mil árvores seria um marco de respeito ao meio ambiente e um gesto histórico em homenagem às origens da cidade.
Mas enquanto discursava sobre sustentabilidade e compromisso com o futuro, o poder público permitia a derrubada do Bosque dos Salesianos, um dos últimos respiros de verde da Zona Oeste.
Essa contradição não é um fato isolado — é o retrato fiel de uma gestão sem coerência entre o que diz e o que faz.
O discurso e o desmonte
Governar é servir. Falar é cumprir.
E o cidadão paulistano está cansado de discursos vazios, promessas recicladas e simbolismos que não se traduzem em ação.
A cidade vive sob o barulho do concreto, o caos do trânsito e a poluição que se mistura à rotina.
São Paulo se tornou um canteiro de obras a céu aberto, onde o desordenamento urbano se confunde com progresso e a propaganda tenta encobrir a desorganização.
O paulistano acorda com o som dos bate-estacas, enfrenta calçadas quebradas, farois desincronizados( Esse desalinhamento causar riscos à segurança, confusão no trânsito e ineficiência na mobilidade urbana), engarrafamentos intermináveis e uma paisagem urbana cada vez mais desumana.
A promessa de modernidade se transformou em um cenário de cansaço coletivo.
Um governo preso ao passado
Mais do que um problema administrativo, o que se vê é um governo refém de alianças políticas e de heranças mal resolvidas.
A sombra do PSDB ainda domina os corredores da Prefeitura, os órfãos de Bruno Covas ocupam posições estratégicas e o próprio vice-prefeito se torna crítico de uma gestão que perdeu o rumo.
Ricardo Nunes precisa compreender que São Paulo não suporta mais a mediocridade administrativa travestida de gestão técnica.
A cidade exige coragem para romper com o passado, promover uma reforma administrativa profunda e devolver ao cidadão o direito de viver em uma metrópole eficiente, limpa e equilibrada.
Entre o pau-brasil e o concreto
A cena de um pau-brasil plantado sob aplausos contrasta com o barulho das motosserras no Bosque dos Salesianos.
Enquanto se celebra o símbolo, destrói-se a essência.
Enquanto se fala em meio ambiente, autorizam-se obras que destroem o que resta de natureza.
Essa incoerência é o reflexo de uma gestão que prefere o marketing à verdade e o improviso à responsabilidade.
Um apelo à lucidez
A cidade de São Paulo precisa reencontrar o equilíbrio entre o desenvolvimento e a vida.
É hora de devolver o sentido à palavra “governar”.
Governar é servir. Falar é cumprir.
E quem não serve ao povo com transparência, sensatez e coerência, não merece o mandato que ocupa.
O paulistano não quer monumentos de hipocrisia — quer resultados.
Quer ruas seguras, transporte eficiente, calçadas transitáveis e ar respirável.
Quer uma cidade funcional, justa e viva.
São Paulo pede menos discurso e mais ação.
Menos simbolismo e mais caráter.
Menos sombra e mais luz.
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Por Mário Marcovicchio – Editor

















































