Centro Histórico da Cidade de SP, 21 de abril de 2026.
No meio do frenesi comercial da Rua Florêncio de Abreu, um sobrevivente de tijolos e adornos franceses resiste ao tempo. A “Casa da Bóia”, que completa 127 anos de história, não é apenas um comércio tradicional: é um portal para a São Paulo do final do século XIX.
Após décadas abrigando uma das fundições de cobre e bronze mais importantes da capital, o espaço passou por uma restauração meticulosa e hoje opera como um centro cultural, que oferece visitas guiadas gratuitas, revelando segredos da nossa arquitetura e indústria.
O casarão foi a residência e o local de trabalho do imigrante sírio Rizkallah Jorge Tuma, que fundou a empresa em 1898. Naquela época, o cobre moldado no porão deste palacete, ajudou a construir os encanamentos e ornamentos que hoje vemos em prédios históricos por toda a cidade.
Visitar a Casa da Bóia é caminhar sobre o piso original de 1900 e observar os maquinários que transformaram uma fundição familiar em uma gigante do setor metalúrgico.
A preservação em meio ao concreto: Manter um casarão de 127 anos em pleno Centro de São Paulo é um desafio hercúleo. Enquanto muitos edifícios vizinhos sucumbiram à modernização agressiva ou ao abandono, a Casa da Bóia manteve sua estrutura intacta por meio de uma gestão familiar que entendeu o valor da memória.
O “nó” aqui foi transformar um espaço de trabalho pesado e barulhento em um ambiente de contemplação histórica e cultural, sem perder a essência comercial que mantém a empresa viva até hoje.
Dados Oficiais e Roteiro de Visita:
Fundação: 1898, pelo pioneiro Rizkallah Jorge.
O Prédio: Projeto de 1909, assinado pelo arquiteto italiano Felisberto Ranzini (do escritório de Ramos de Azevedo).
O Acervo: Ferramentas originais, móveis de época, documentos históricos e a icônica estátua de bronze que simboliza a marca.
Visitação: O Centro Cultural Casa da Bóia oferece visitas mediadas gratuitas (necessário agendamento prévio pelo site oficial).
Localização: Rua Florêncio de Abreu, 123 – Próximo à Estação São Bento do Metrô.
“Preservar a Casa da Bóia é garantir que as futuras gerações entendam que São Paulo não nasceu de prédios espelhados, mas sim do suor e do metal derretido nesses casarões”, destacam os curadores do espaço.
A fundição de ideias: A história da Casa da Bóia nos ensina que o progresso de uma cidade não precisa apagar suas pegadas. Ver o cobre se transformar em cultura prova que o patrimônio histórico é um ativo econômico e emocional para o Centro.
Em um mundo de construções descartáveis, um prédio que resiste a mais de um século é a prova de que a engenharia e o propósito podem ser eternos. A ciência da conservação nos permite tocar o passado para projetar um futuro com mais identidade. Menos demolição, mais história viva para todos nós!
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