Os mascotes mais estranhos da história das Copas do Mundo
De alienígenas futuristas a uma bola sem rosto: relembre os personagens mais curiosos já criados pela FIFA
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

Desde 1966, a FIFA transformou os mascotes em uma tradição oficial das Copas do Mundo. Muitos deles se tornaram ícones adorados pelos torcedores, como o brasileiro Fuleco e o leão Willie, da Copa de 1966. Porém, algumas escolhas acabaram entrando para a história justamente pelo visual estranho, futurista ou até difícil de entender.
Ao longo das décadas, a FIFA apostou em mascotes inspirados em animais, frutas, crianças, figuras abstratas e até criaturas espaciais. Algumas agradaram ao público, enquanto outras dividiram opiniões e viraram memes entre torcedores. Confira alguns dos mascotes mais estranhos da história das Copas:
Ciao — Itália 1990

Considerado por muitos o mascote mais incomum da história dos Mundiais, Ciao rompeu totalmente com o padrão tradicional. Em vez de um animal simpático ou personagem carismático, a Itália criou uma figura geométrica formada por barras coloridas nas cores da bandeira italiana, com uma bola de futebol no lugar da cabeça. O personagem sequer tinha rosto.
A proposta era representar modernidade e design futurista, algo muito ligado ao estilo italiano da época. Mesmo assim, muitos torcedores acharam o mascote confuso e sem personalidade. Até hoje, Ciao aparece frequentemente em listas de mascotes mais esquisitos da história do futebol.
Ato, Kaz e Nik — Coreia do Sul/Japão 2002

Se Ciao já parecia estranho, a Copa de 2002 elevou o nível. A edição realizada na Coreia do Sul e no Japão apresentou três mascotes futuristas chamados Ato, Kaz e Nik.
Os personagens eram criaturas alienígenas coloridas que praticavam um esporte fictício chamado “atmoball”, semelhante ao futebol. A ideia era transmitir inovação tecnológica e representar o início do novo século. Apesar da criatividade, muita gente não conseguiu entender exatamente o que os mascotes representavam. Nas redes sociais e fóruns de futebol, eles são frequentemente lembrados como os mais bizarros da história das Copas.
Pique — México 1986

Depois da laranja espanhola de 1982, o México decidiu apostar em outro mascote inspirado na culinária local: uma pimenta jalapeño chamada Pique.
O personagem usava sombrero e tinha um enorme bigode mexicano. Embora seja lembrado com carinho por muitos fãs nostálgicos, o conceito de uma pimenta humanizada jogando futebol sempre foi considerado curioso e até engraçado. A FIFA descreve Pique como uma continuação do estilo “alimentar” iniciado com Naranjito em 1982.
Naranjito — Espanha 1982

Antes de Pique, a Espanha já havia surpreendido o mundo ao transformar uma laranja em mascote oficial da Copa. Naranjito tinha olhos grandes, sorriso exagerado e vestia o uniforme da seleção espanhola.
Apesar de hoje ser visto como um personagem clássico, na época a escolha dividiu opiniões justamente por fugir do tradicional. Ainda assim, o mascote acabou fazendo enorme sucesso comercial e virou um símbolo nostálgico dos anos 80.
Goleo VI — Alemanha 2006

O leão Goleo VI talvez seja um dos mascotes mais controversos da história. Isso porque, apesar de ser um leão, ele aparecia sem calças, usando apenas uma camisa branca com o número 06.
Além disso, o personagem era acompanhado por uma bola falante chamada Pille. O visual exagerado e o design considerado “estranho” renderam muitas piadas entre os torcedores. Em fóruns e redes sociais, Goleo frequentemente aparece como um dos mascotes mais feios das Copas.
La’eeb — Catar 2022

Na Copa realizada no Catar, a FIFA apresentou La’eeb, um personagem inspirado nos lenços tradicionais árabes. O mascote parecia flutuar pelo ar e não possuía corpo definido, algo que gerou comparações engraçadas nas redes sociais.
Apesar das brincadeiras, a FIFA explicou que o personagem representava alegria, imaginação e o espírito aventureiro do futebol. Mesmo assim, La’eeb rapidamente virou meme entre torcedores do mundo inteiro.
As mascotes das Copas do Mundo sempre fizeram parte da identidade visual do torneio e ajudam a aproximar o evento do público infantil e dos torcedores. Mesmo quando parecem estranhas ou exageradas, elas acabam se tornando lembranças marcantes de cada edição do Mundial.
E no fim, talvez seja justamente isso que torna algumas delas inesquecíveis.


















































