Prepare-se, porque a Polícia Civil de São Paulo acaba de concluir que a onda de ataques a ônibus que assustou a Grande São Paulo em junho e julho de 2025 foi motivada por uma disputa entre empresas por linhas de ônibus na Zona Sul da capital! A boa notícia é que, para os investigadores, os ataques orquestrados já acabaram, com a média diária voltando a patamares anteriores à crise.
Os Bastidores do Transporte: Disputa por Concessão!

A investigação, conduzida pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), apontou que o marco zero dos ataques, em 12 de junho, coincide com a data em que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte publicou um despacho para discutir a transferência de uma concessão de linhas de ônibus na Zona Sul.
- O Problema da Transwolff: As linhas eram operadas pela empresa Transwolff, que foi proibida de operar em janeiro deste ano após ser investigada por ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A empresa está operando sob intervenção municipal.
- Protesto dos Cooperados: O despacho que definiu o grupo de trabalho para transferir a concessão incluiu a Transwolff e a Sancetur (a sucessora), mas excluiu os cooperados que forneciam seus ônibus para a Transwolff, que, com a transferência, perderam a garantia de sua fonte de renda.
- Hipótese da Polícia: A principal hipótese da investigação é que cooperados que prestavam serviço para a Transwolff tenham dado início aos ataques aos ônibus como uma forma de protesto por não participarem da negociação. Os ataques, que chegaram a ter uma média diária de 12,9 casos em julho (o auge da crise), teriam o objetivo de pressionar a Sancetur a contratá-los.
O Fim dos Ataques Orquestrados e o Clima de Tensão!

Segundo o delegado Fernando Santiago, do Deic, “os ataques orquestrados acabaram”, e a média diária de ataques em agosto voltou para o patamar de 3,6 casos, muito próximo do período anterior à onda de violência.
A Polícia Civil ainda não tem uma resposta definitiva sobre o porquê de os ataques terem parado, mas as possibilidades são a diminuição da revolta inicial dos cooperados ou um acordo preliminar com a Sancetur para que eles continuem prestando o serviço.
- Reação das Empresas: A Transwolff questiona a formação do grupo de trabalho que a excluiu das negociações, e a Cooperativa dos Trabalhadores de São Paulo (Coope Pam), em nota, disse que “as informações veiculadas não correspondem à realidade vivenciada pela cooperativa e seus cooperados”. A SPTrans (a empresa de transporte público de São Paulo) informou que não foi notificada de uma decisão judicial que dava direito de representatividade aos cooperados.
A investigação da Polícia Civil de São Paulo joga luz sobre o complexo mundo do transporte público na capital e mostra que, por trás de uma onda de violência que assustou a população, há uma disputa por poder e dinheiro.
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