EDITORIAL: MÁRIO MARCOVICCHIO – A VOZ QUE NÃO QUER CALAR
A blindagem da impunidade e o teatro das cadeiras no Senado Federal.
15 de abril de 2026 | Centro de São Paulo
O Brasil assistiu ontem (14) a um dos episódios mais vergonhosos da sua história política recente. Em uma manobra arquitetada dentro do Palácio do Planalto, o Governo Federal operou uma “dança das cadeiras” de última hora para enterrar o relatório final da CPI do Crime Organizado. O placar de 6 votos a 4 não reflete a justiça, mas sim a eficiência de um rolo compressor que trocou senadores como quem troca peças de um tabuleiro, tudo para salvar a pele de ministros do STF e do PGR.
A Manobra da Vergonha
Para garantir a rejeição do texto do relator Alessandro Vieira (MDB-SE), o governo sacou parlamentares independentes e escalou soldados fiéis. Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram retirados para dar lugar a Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA). Até Jorge Kajuru (PSB-GO) cedeu sua vaga para Soraya Thronicke (PSB-MS). O objetivo era claro: impedir o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do PGR Paulo Gonet, acusados de omissão diante do avanço das facções criminosas.
Ameaça em Rede Nacional
TOFFOLI SOBE O TOM NA CNN E AMEAÇA SENADORES DA CPI COM INELEGIBILIDADE
Em tom de fúria, ministro classifica relatório como “voto corrupto” e diz que Justiça Eleitoral vai punir parlamentares.
15 de abril de 2026 | Centro de São Paulo
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rompeu o silêncio ontem (14) e atacou duramente o relatório final da CPI do Crime Organizado. Em declarações transmitidas pela CNN Brasil, Toffoli classificou o documento como “aventureiro”, “infundado” e “sem base jurídica”. O ministro foi além: afirmou que parlamentares que usam o ataque a instituições para ganhar votos cometem abuso de poder e devem ser declarados inelegíveis.
“Voto Corrupto” Para Toffoli, o pedido de indiciamento contra ele e os colegas Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes tem nítido sentido eleitoreiro. “Isso é uma tentativa de obter um voto conspurcado, um voto corrupto. Essas pessoas não merecem a dignidade de ser elegíveis”, disparou o ministro. Ele afirmou que a Justiça Eleitoral não faltará em punir quem utiliza essa estratégia para “proselitismo”.
Blindagem em Movimento A fala de Toffoli ocorreu no mesmo dia em que o Palácio do Planalto operou a “dança das cadeiras” na CPI, trocando senadores para garantir a rejeição do relatório por 6 votos a 4. A pressão do STF funcionou como combustível para que o governo agisse rápido e enterrasse a investigação.
Reação no Senado Parlamentares da oposição viram a fala de Toffoli como tentativa de intimidação. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do caso, rebateu dizendo que o relatório é baseado em fatos e que “ameaças não mudam a realidade das provas”.
Confira o vídeo e a matéria completa da CNN Brasil: Toffoli critica relatório da CPI do Crime e fala em cassar quem ataca instituições | CNN 360°
O Placar da Blindagem:
Para que o povo não esqueça, estes foram os senadores que votaram para esconder a verdade:
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Beto Faro (PT-PA)
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Teresa Leitão (PT-PE)
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Humberto Costa (PT-PE)
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Rogério Carvalho (PT-SE)
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Otto Alencar (PSD-BA)
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Soraya Thronicke (PSB-MS)
OPINIÃO 360 GRAUS – Por Mário Marcovicchio
“Mais uma vez o Governo veio para atrapalhar e desconstruir um relatório desfavorável a ele, mas favorável ao País. Fica claramente demonstrado ao povo brasileiro que, infelizmente, esse governo joga contra os interesses da nossa nação. Enquanto eles se blindam em Brasília, o crime organizado avança nas nossas ruas. Não vão nos calar.”





















































