Centro de São Paulo Celebra 200 Anos da Primeira Biblioteca Pública da Cidade, Berço da Faculdade de Direito da USP

São Paulo, 24 de abril de 2025 — Nesta quinta-feira, o coração histórico de São Paulo pulsa mais forte em celebração aos 200 anos da primeira biblioteca pública da cidade, marco intelectual e cultural que deu origem à renomada Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). A efeméride ressalta a importância do centro paulistano como berço do saber e da vida pública no Brasil.
Fundada em 1825, a então Biblioteca Pública de São Paulo foi criada para democratizar o acesso ao conhecimento em um período em que a cidade ainda era um vilarejo em expansão. O acervo inicial, composto por livros jurídicos, políticos e filosóficos, se tornaria, anos mais tarde, a base da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, uma das instituições mais prestigiadas da América Latina.
Ao longo de dois séculos, o prédio histórico no centro da capital paulista testemunhou momentos decisivos da história nacional: abrigou estudantes e intelectuais que participaram de movimentos abolicionistas, republicanos e da luta pela redemocratização. Grandes nomes do pensamento jurídico e político brasileiro, como Rui Barbosa, Castro Alves e Ulysses Guimarães, passaram por seus corredores.
A celebração dos 200 anos incluiu uma programação especial nesta quinta-feira, com seminários, visitas guiadas, exposições de documentos históricos raros e apresentações culturais. O evento reuniu autoridades, professores, alunos e ex-alunos da USP, além da população que redescobre, cada vez mais, a importância do centro da cidade como patrimônio vivo de São Paulo.
“A biblioteca não é apenas um acervo, mas um símbolo de resistência, formação crítica e transformação social. Celebrar esses 200 anos é reconhecer a força do conhecimento na construção do país”, destacou a professora Maria Lúcia Bertolini, diretora da Faculdade de Direito da USP.
Em tempos de revalorização do centro de São Paulo, com projetos de revitalização urbana e incentivo à cultura e moradia, o bicentenário da biblioteca reforça o papel histórico e atual da região como polo de identidade paulistana.
Entre os estudantes que visitaram a exposição comemorativa, a sensação era de reverência. “É emocionante estar aqui e saber que estamos pisando no mesmo chão onde tantos nomes importantes começaram suas trajetórias”, disse Ana Paula Oliveira, aluna do primeiro ano de Direito.
A data entra para o calendário oficial de celebrações da cidade, como um lembrete de que o passado ainda vive nas esquinas do centro — e que a memória é uma ponte para o futuro.























































