Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 25 de junho de 2026.
Você entra no ônibus lotado no início do dia, paga a sua passagem e tudo o que espera é chegar inteiro ao seu destino. Mas o descaso com a manutenção das frotas e a segurança viária, transforma o trajeto diário em uma roleta russa para o trabalhador.
Na manhã desta quarta-feira, a colisão violenta de um ônibus municipal contra um poste de energia elétrica no Capão Redondo, deixou quatro passageiros feridos e expôs, mais uma vez, o perigo que ronda quem depende do transporte público na periferia de São Paulo.
A ENGRENAGEM DO ACIDENTE: O acidente ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando o motorista do coletivo perdeu o controle da direção e chocou-se de frente contra a estrutura de concreto. O impacto foi tão violento que o poste, totalmente energizado e com fiação de alta tensão, quebrou e desabou diretamente sobre o teto do ônibus.
Com os cabos elétricos estalando e soltando faíscas sobre a lataria, o pânico tomou conta dos passageiros. Ninguém podia descer imediatamente pelo risco iminente de uma tragédia por eletrocussão. O resgate exigiu precisão cirúrgica do Corpo de Bombeiros e do Samu, que precisaram aguardar o desligamento da rede pela concessionária de energia para retirar as vítimas com segurança.
VOZES E ANÁLISE: Duas das vítimas foram encaminhadas às pressas para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região, enquanto as outras duas receberam os primeiros socorros das equipes do Samu diretamente no local do acidente. Testemunhas relatam cenas de desespero dentro do veículo.
“O barulho foi de explosão. A gente via os fios pegando fogo em cima do ônibus, e todo mundo gritando lá dentro sem poder sair para não morrer eletrocutado. É um absurdo que o trabalhador tenha que passar por esse risco de morte para ir ganhar o pão”, desabafou um morador da região que presenciou a colisão.

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, abriu uma sindicância interna para apurar se houve falha mecânica no veículo ou negligência operacional.
DADOS OFICIAIS:
Vítimas: 4 feridos socorridos (encaminhados a UPAs e prontos-socorros locais).
Base Legal: Artigo 37, § 6º da Constituição Federal (Responsabilidade civil das concessionárias de serviço público por danos a terceiros) e Artigo 186 do Código Civil (Ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência).
Localização: Região do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo.
Impacto Social: Bloqueio total de via pública importante para o trânsito local, falta de energia na vizinhança afetando o comércio e quatro trabalhadores feridos no início da jornada de trabalho.
O RIGOR DA LEI: Não dá mais para tratar essas colisões frequentes de ônibus municipais como simples “fatalidade”. O paulistano paga uma tarifa caríssima e o mínimo que o poder público deve garantir é que os ônibus estejam em perfeitas condições de uso, e os motoristas em jornadas de trabalho dignas e seguras.
A empresa concessionária dona do ônibus e a prestadora de energia, precisam ser duramente responsabilizadas pela integridade física das vítimas e pelo caos gerado na região.
Se há negligência na manutenção preventiva da frota, a punição deve vir pesada, inclusive com a cassação da permissão de operação da linha. O cidadão comum não pode continuar pagando a conta dessa desorganização com a própria vida.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as empresas de ônibus, deveriam ser obrigadas a instalar sistemas automáticos de frenagem de emergência em toda a frota paulistana para evitar colisões graves como esta contra postes e pedestres?
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