Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 20 de junho de 2026.
Se você racha o bico de segunda a sábado trabalhando duro para pagar as contas e decide confiar o seu bem mais precioso — a vida e a saúde de um filho — a uma instituição especializada, espera, no mínimo, segurança e responsabilidade. Mas para uma família de São Carlos, o tratamento virou o início de um pesadelo que já dura 22 dias de desespero absoluto.
Guilherme Medeiros da Silva, de 32 anos, que estava internado para reabilitação na clínica Estância Terapêutica Vida Plena, em Cotia, na Grande São Paulo, desapareceu misteriosamente no dia 28 de maio, após ser levado para uma atividade externa na Rodovia Anhanguera (SP-330). Sem notícias do filho, a mãe agora enfrenta o silêncio da clínica e cobra explicações urgentes das autoridades.
A ENGRENAGEM DO SUMIÇO: A engrenagem que levou ao desaparecimento de Guilherme, começou a rodar sob circunstâncias altamente suspeitas. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela família, o paciente foi levado pela instituição para buscar doações de uma igreja destinadas à própria clínica. O transporte estava sendo feito em um caminhão que apresentou problemas mecânicos no meio da Rodovia Anhanguera.
De acordo com o relato oficial fornecido pela clínica à polícia, foi nesse momento de fragilidade mecânica na beira da estrada, que Guilherme teria fugido de forma repentina e entrado em uma área de mata fechada.
No entanto, a direção da clínica não informou quem acompanhava o rapaz no momento do incidente e nem por que um paciente em tratamento psiquiátrico e de dependência química, estava realizando serviços de transporte de carga em uma rodovia rápida. Para agravar a situação, a clínica só avisou os familiares sobre o sumiço no dia seguinte, atrasando o início de buscas cruciais.
VOZES DA ANGÚSTIA: A dor e o sentimento de impotência, tomaram conta dos parentes do ex-operário de máquinas, que trabalhou honestamente em fábricas de grande porte no interior paulista antes de lutar contra o vício. A família alega que em nenhum momento autorizou saídas externas de Guilherme para trabalhos ou arrecadações de donativos.
“Eu, como mãe, não durmo. Estou vivendo à base de remédios. Se coloquei meu filho lá dentro, é para ele ficar lá dentro em segurança. A clínica não se manifesta, só fala que está procurando, mas agora dizem que um contrato os exime de culpa fora das dependências. Cadê o meu filho? A gente só quer respostas”, desabafa a mãe, Maria Rosana Machado, em um apelo desesperado por justiça.

A advogada da família, Ana Paula Góis, reforça que a cláusula contratual que a clínica tenta usar para se esquivar de responsabilidades é abusiva, uma vez que Guilherme sumiu durante uma atividade organizada e coordenada diretamente pela própria instituição.
DADOS OFICIAIS:
- Identificação do Desaparecido: Guilherme Medeiros da Silva, 32 anos, ex-operário de fábrica e dependente químico em tratamento desde dezembro de 2025.
- Local do Desaparecimento: Rodovia Anhanguera (SP-330), durante atividade externa da clínica Estância Terapêutica Vida Plena, sediada em Cotia (SP).
- Data do Sumiço: 28 de maio de 2026. A família foi comunicada apenas em 29 de maio e o boletim de ocorrência foi formalizado em 30 de maio.
- Status da Investigação: O caso está sendo conduzido pela Polícia Civil de São Paulo, que busca testemunhas e tenta refazer os últimos passos de Guilherme na região da rodovia.
O RIGOR DA LEI: Internação não é passeio e clínica de reabilitação não pode ser tratada como hotel de portas abertas onde as pessoas simplesmente evaporam.
O cidadão de bem que se sacrifica financeiramente para pagar mensalidades caras por um tratamento médico, exige que essas instituições tenham segurança máxima, controle absoluto de seus pacientes e fiscalização rigorosa do poder público.
Deixar um paciente vulnerável sair para realizar trabalhos logísticos em uma rodovia movimentada e depois tentar lavar as mãos usando letras miúdas de contrato é um escárnio contra a dignidade humana.
A polícia e a Justiça paulista precisam agir com extrema firmeza para investigar a fundo se houve negligência, maus-tratos ou omissão de socorro por parte da administração da Estância Terapêutica Vida Plena.
São Paulo exige respostas claras, fiscalização severa em clínicas de recuperação e a localização imediata do trabalhador Guilherme.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o governo de São Paulo, deveria proibir terminantemente o uso de internos de clínicas de reabilitação para atividades de trabalho externas e transporte de doações em rodovias, ou essa prática deve ser permitida desde que haja autorização prévia por escrito da família?
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