Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 18 de junho de 2026.
Imagine estar voltando para casa de um dia exaustivo de trabalho, aguardar o trem na plataforma teoricamente segura de uma estação de metrô e, sem qualquer motivo ou aviso prévio, ser derrubada no chão e violentamente espancada com chutes na cabeça até desmaiar.
O cenário de puro terror aconteceu na noite de segunda-feira, 15 de junho de 2026, na estação Parada Inglesa, na Zona Norte da capital paulista. A agressão covarde sofrida pela jovem Larissa, de 24 anos, chocou a população e acendeu uma onda de profunda indignação social, expondo não apenas a vulnerabilidade física dos passageiros nos trilhos, mas também as graves brechas do sistema de segurança pública.
A ENGRENAGEM DA COVARDIA: O ataque covarde ocorreu por volta das 20h. Larissa e uma amiga, Ana Claudia, subiam as escadas de acesso à plataforma da Linha 1-Azul, quando se depararam com Rodrigo de Oliveira, de 25 anos, que revirava lixeiras e falava sozinho de forma agressiva. De repente, o agressor desferiu um chute contra a perna de Ana Claudia e, na sequência, partiu com fúria cega contra Larissa.
A jovem foi atingida por um chute violento na barriga, despencando no chão da plataforma. Sem qualquer chance de defesa, Larissa continuou a ser brutalmente atacada com sucessivos chutes no rosto e na cabeça, mesmo após perder a consciência.
A brutalidade só não terminou em morte, porque outros passageiros intervieram para conter o agressor. Socorrida às pressas com hemorragia severa, a vítima foi encaminhada ao Hospital Mandaqui, onde exames confirmaram o tamanho da destruição: fraturas graves no nariz, no maxilar, no joelho, além de três dentes quebrados.
VOZES E REVOLTA: O sentimento de revolta que tomou conta da família da jovem aumentou ainda mais na delegacia. O caso foi registrado pelo 73º Distrito Policial (Jaçanã) apenas como “lesão corporal” e “vias de fato”, o que permitiu que o agressor fosse ouvido e imediatamente liberado para responder em liberdade.
“Não foi roubo, ele queria que eu morresse. Ele mirou na minha cabeça e continuou chutando quando eu já estava apagada. Isso foi uma tentativa de feminicídio, de homicídio, e não uma simples lesão”, desabafa Larissa, que agora se recupera com o rosto totalmente deformado pelo inchaço.
O pai da jovem, o motorista Paulo Raudemberg, aponta diretamente a responsabilidade do Metrô de São Paulo pela tragédia. “Não havia um único segurança na plataforma na hora do espancamento.

O agressor passou pelas catracas livremente e destruiu a vida da minha filha. Nós vamos processar a companhia por essa falta absurda de proteção ao cidadão”, critica o pai.
DADOS OFICIAIS:
- Vítima e Danos: Larissa, 24 anos, internada com fratura de maxilar, nariz, joelho e três dentes quebrados por espancamento.
- Base Legal: Artigo 129 do Código Penal (Lesão Corporal) sob forte contestação da defesa, que exige o indiciamento por Tentativa de Homicídio com dolo eventual ou Feminicídio (Artigo 121).
- Localização: Plataforma de embarque da Estação Parada Inglesa (Linha 1-Azul) – Zona Norte de São Paulo.
- Impacto Social: Clamor público contra a soltura imediata de agressores violentos e cobrança por policiamento fixo nas plataformas metroviárias.
O RIGOR DA LEI: O trabalhador honesto, que paga uma tarifa pesada diariamente para se deslocar, não pode ser tratado como alvo móvel de monstros violentos dentro de um sistema de transporte público fechado.
Ver uma jovem ter seu rosto desfigurado por chutes covardes e, logo em seguida, ver a polícia liberar o criminoso sob a etiqueta branda de “lesão corporal” é um tapa na cara de toda a sociedade brasileira. A agressão brutal contra Larissa não foi um mero desentendimento de rua; foi um ataque com claro potencial letal.
A tolerância da justiça com indivíduos de alta periculosidade precisa acabar de forma imediata. O Metrô de São Paulo tem o dever legal e moral, de garantir que suas estações não funcionem como arenas de barbárie sem policiamento, e o poder judiciário deve reverter essa soltura vergonhosa antes que o agressor faça uma nova vítima.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a tipificação frouxa de crimes brutais como lesão corporal simples, em vez de tentativa de homicídio é a grande culpada pela sensação de impunidade no país, ou o Metrô de São Paulo deve ser responsabilizado civil e financeiramente por não garantir a integridade física dos passageiros dentro de suas dependências?
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