Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 9 de junho de 2026
Você, pai ou mãe que trabalha de sol a sol para pagar a educação dos seus filhos, ou o próprio estudante que rala no transporte público sonhando com um diploma, sabe o peso que o nome de uma grande universidade carrega.
A sala de aula deveria ser um templo sagrado de aprendizado e crescimento. No entanto, quando quem deveria guiar os jovens usa sua posição de poder para destruir vidas, a indignação é geral.
Nesta segunda-feira, a Justiça de São Paulo recebeu uma denúncia devastadora do Ministério Público contra o ex-professor da tradicional Faculdade de Direito da USP, Alysson Mascaro, acusado de crimes sexuais gravíssimos contra ex-alunos.
A ENGRENAGEM DO FATO: Para entender o tamanho da traição de confiança, as investigações apontam que o ex-professor operava sob uma tática bem definida de manipulação e controle.
Valendo-se de sua gigantesca influência no meio acadêmico e jurídico — ele acumulava milhares de seguidores nas redes sociais e era autor de livros influentes —, Mascaro criava um círculo de proximidade sob o rótulo de relação entre “mestre e pupilo”.
Ele abordava jovens estudantes sob o pretexto de discutir pesquisas acadêmicas, projetos de pós-graduação ou oferecer orientações profissionais. A partir daí, o professor atraía as vítimas para seu apartamento particular.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o que começava com abraços apertados “intimidadores” e carícias forçadas, rapidamente escalava para tentativas de beijos, assédio explícito e, em diversos relatos brutais descritos pelas vítimas, para o crime de estupro.
O esquema de silenciamento se sustentava no medo: os estudantes temiam que qualquer reação contrária destruísse suas promissoras carreiras acadêmicas e profissionais antes mesmo de começarem, dado o prestígio e prestígio político do docente na instituição.
VOZES E ANÁLISE: A denúncia do Ministério Público, descreve detalhadamente sete episódios distintos envolvendo vítimas diferentes, que criaram coragem para quebrar o silêncio após anos de trauma. A promotoria pede o enquadramento do réu em múltiplos artigos penais e exige que ele pague uma indenização mínima por danos morais, que varia de 30 a 60 salários mínimos para cada uma das vítimas abusadas.
A defesa de Alysson Mascaro, declarou nesta segunda-feira que ainda não obteve informações oficiais nem o teor completo da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Em manifestações anteriores sobre as apurações administrativas internas que culminaram na demissão do docente pela USP em fevereiro deste ano, os advogados negaram veementemente as acusações, alegando que o ex-professor é alvo de uma campanha de calúnia e que o processo de demissão continha nulidades e ilegalidades graves.
DADOS OFICIAIS:
- Acusações Penais: Assédio sexual (Artigo 216-A), Estupro (Artigo 213), Importunação sexual (Artigo 215-A) e Estupro de vulnerável (Artigo 217-A).
- Indenização Solicitada: Pagamentos mínimos de 30 a 60 salários mínimos federais para reparação de danos morais às vítimas.
- Localização do Caso: Capital paulista, com investigações sobre fatos ocorridos na Faculdade de Direito da USP e no apartamento do acusado.
- Impacto Social: Quebra de impunidade em cargos de alto escalão na principal universidade do país e garantia de canais seguros de denúncia para estudantes.
O RIGOR DA LEI: O cidadão de bem não pode e não vai tolerar que a cátedra universitária seja usada como biombo para predadores sexuais de colarinho branco. O poder intelectual ou a fama de um escritor, não lhe dão o salvo-conduto para rasgar o Código Penal e violentar a dignidade de quem confiou em sua mentoria.
A demissão sumária aplicada pela USP, foi o primeiro e necessário passo para limpar as salas da instituição de uma conduta inaceitável. Mas a punição administrativa é pouco: a Justiça precisa analisar as provas com rigor implacável e, se comprovados os crimes, aplicar as penas máximas previstas em lei.
Quem usa a confiança acadêmica para caçar jovens vulneráveis, deve pagar cada centavo em indenizações e, acima de tudo, responder por seus atos atrás das grades. A lei deve ser igual para todos, do criminoso das ruas ao doutor das salas nobres do Largo São Francisco.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as universidades públicas, deveriam criar comissões de ética e canais de denúncia totalmente independentes da própria reitoria, para garantir que acusações de assédio contra professores medalhões sejam apuradas sem corporativismo, ou as ouvidorias tradicionais já são suficientes para proteger os alunos?
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