Com a saída de Carlos Lupi e Cida Gonçalves, cresce a percepção de instabilidade e pressão política no núcleo do governo petista
Brasília – A recente saída dos ministros Carlos Lupi (Previdência) e Cida Gonçalves (Mulheres) elevou para 12 o número de trocas no alto escalão do governo Lula desde o início do mandato em janeiro de 2023. As substituições, que inicialmente se justificavam por ajustes técnicos ou acomodações políticas, agora acendem o alerta sobre a estabilidade e coesão do governo federal.
Embora mudanças em ministérios façam parte da dinâmica de qualquer administração, a frequência e o contexto das saídas têm chamado atenção até mesmo entre aliados do presidente. A dança das cadeiras ocorre em meio a dificuldades de articulação política no Congresso, pressões de partidos do centrão e críticas à condução de áreas estratégicas.
Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, vinha enfrentando resistência interna e externa por sua atuação à frente da Previdência. Já Cida Gonçalves, embora respeitada por sua atuação técnica, sai em meio a reformulações na Esplanada que visam abrir espaço a novas alianças.
A conta final — 12 ministros trocados em apenas 16 meses de governo — supera a média de gestões anteriores no mesmo período. O fato pode indicar não apenas reposicionamentos estratégicos, mas também uma dificuldade do Palácio do Planalto em manter uma base coesa e uma agenda clara.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que algo vai mal no núcleo político do governo. As trocas constantes alimentam a percepção de fragilidade e incerteza, em um momento em que o Planalto deveria consolidar forças para enfrentar desafios econômicos e sociais cada vez mais urgentes.




















































