CBF resolveu oficializar uma bizarrice: jogadores que subirem na bola com os dois pés durante uma partida agora serão punidos com cartão amarelo e tiro livre indireto. A justificativa? “Desrespeito pelo futebol” e risco de confronto. Mas quem conhece o jogo de verdade sabe: isso não é desrespeito, é identidade.
A medida parece uma resposta direta ao gesto de Memphis Depay na final do Paulistão contra o Palmeiras, quando o camisa 10 do Corinthians subiu na bola para controlar o jogo. O lance gerou polêmica, e a CBF decidiu agir, ou melhor, reprimir. Não à toa, a decisão já foi apelidada de “Regra Memphis”.
Memphis Depay não ficou quieto. Após o jogo contra o Vasco, ele mandou o recado:
“Eles preferem fazer regras como a de não subir na bola. Do que estamos falando? De futebol, não? O Brasil é o país do futebol, e futebol você joga com os pés e com a mente.”
Punir esse tipo de jogada é virar as costas para a essência do futebol brasileiro irreverente, provocador, inteligente. Subir na bola não é agressão, é provocação simbólica. E isso sempre fez parte do espetáculo. Em vez de atacar a violência ou a arbitragem bagunçada, a CBF escolhe combater a essência do futebol brasileiro.























































