A viagem da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, a Roma, custou ao menos R$ 292,3 mil aos cofres públicos, incluindo passagens e diárias da comitiva de 12 pessoas. Somente os bilhetes de ida e volta da esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva saíram por R$ 34,1 mil, com direito a classe executiva.
Janja embarcou no dia 9 de fevereiro em um voo da TAP, partindo de Brasília com conexão em Lisboa antes de seguir para a capital italiana. No retorno, viajou em um voo direto para São Paulo no assento 10L da classe premium business. A passagem foi comprada apenas dez dias antes da viagem, o que pode ter elevado o custo.
Durante a estadia em Roma, a primeira-dama ficou hospedada na Residência Oficial do Brasil, localizada no Palazzo Pamphilj, um imponente palácio barroco do século XVII na Piazza Navona.
A ida de Janja à Itália foi justificada pela participação na abertura da Reunião do Conselho de Governança do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (Fida), onde discursou sobre combate à fome. Ela também acompanhou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que foi eleito presidente mundial do Conselho da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.
Além de Janja e de Dias, integraram a comitiva servidores da Fazenda, assessores da Presidência e membros do gabinete informal da primeira-dama. Entre os gastos da equipe, destacam-se os R$ 17,8 mil pagos em diárias à servidora Raquel Porto Mendes Ribeiro, do Ministério da Fazenda, que permaneceu na cidade para participar de múltiplos eventos do Fida.
A Secom justificou a viagem de Janja afirmando que ela foi convidada pelo Fida e viajou como colaboradora do Ministério do Desenvolvimento Social. Sobre os custos, o governo sugeriu que as informações sejam solicitadas diretamente ao ministério.





















































