Protesto chamado de “marcha para salvar a Bolívia”, do ex-presidente Evo Morales pode desestabilizar o governo Luis Arce
Arce afirma que a mobilização tem como objetivo interromper seu mandato constitucional
24.09.24

O ex-presidente Evo Morales está liderando uma marcha em La Paz, acompanhada por milhares de seguidores, em um protesto tenso contra o governo do atual presidente Luis Arce. A marcha, que começou há uma semana, é uma resposta à crise econômica e a uma suposta tentativa de sabotar a candidatura presidencial de Morales.
O protesto, chamado de “marcha para salvar a Bolívia”, já resultou em confrontos que deixaram 34 feridos3. Morales acusa Arce de corrupção e de destruir a economia do país, enquanto Arce afirma que a mobilização tem como objetivo interromper seu mandato constitucional.
Os principais apoiadores de Evo Morales são:
- Mineradores: Muitos mineradores bolivianos têm apoiado Morales, especialmente devido às políticas favoráveis ao setor durante seu governo1.
- Setores Indígenas: Morales, sendo o primeiro presidente indígena da Bolívia, mantém um forte apoio entre as comunidades indígenas1.
- Movimento ao Socialismo (MAS): Apesar de divisões internas, uma ala significativa do partido ainda apoia Morales e suas iniciativas2.
As principais críticas ao governo de Luis Arce incluem:
- Gestão Econômica: Muitos críticos, incluindo Evo Morales, apontam que as políticas econômicas de Arce não têm sido eficazes em enfrentar a crise econômica atual. Há acusações de que o governo não está conseguindo manter a estabilidade econômica que o país experimentou durante o mandato de Morales12.
- Corrupção: Há alegações de corrupção dentro do governo, com Morales e outros críticos acusando Arce de práticas corruptas que estariam prejudicando a administração pública e a confiança da população1.
- Divisões Internas no MAS: O partido Movimento ao Socialismo (MAS) está dividido, com uma ala significativa apoiando Morales e outra apoiando Arce. Essa divisão tem levado a conflitos internos e enfraquecido a coesão do partido1.
- Liberdades Civis: Críticos também apontam para a tramitação de leis que, segundo eles, poderiam permitir ao governo investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial, o que é visto como uma ameaça às liberdades civis e aos direitos individuais3.
Essas críticas refletem um cenário político tenso e desafiador para o governo de Luis Arce.
























































