Por que o futebol feminino ainda recebe menos atenção no Brasil?
História de desigualdade, falta de investimento e preconceito ajudam a explicar por que a modalidade ainda luta por espaço dentro e fora dos gramados
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

Apesar do crescimento nos últimos anos, o futebol feminino ainda recebe bem menos atenção que o masculino no Brasil. A diferença aparece em diversos aspectos: visibilidade na mídia, investimento financeiro, estrutura dos clubes e interesse do público. Essa desigualdade não é recente e tem raízes profundas na história do esporte no país.
Durante décadas, o futebol feminino foi praticamente invisível. Entre 1941 e 1979, a prática do esporte por mulheres foi oficialmente proibida no Brasil por decreto do governo, sob o argumento de que não era “compatível com a natureza feminina”. Esse atraso histórico impactou diretamente o desenvolvimento da modalidade, que começou muito depois do futebol masculino em termos de organização e profissionalização.
Outro fator determinante é o baixo investimento. Muitos clubes ainda tratam o futebol feminino como obrigação institucional, e não como projeto esportivo. Falta estrutura adequada, salários justos, categorias de base bem organizadas e calendário sólido. Sem investimento contínuo, o nível técnico sofre, o que acaba sendo usado como argumento para justificar a pouca audiência, criando um ciclo difícil de romper.
A cobertura da mídia também influencia. Jogos femininos são menos transmitidos, recebem menos destaque nos noticiários esportivos e, muitas vezes, só ganham atenção em grandes competições, como Copas do Mundo ou Olimpíadas. Sem visibilidade constante, o público tem menos contato com atletas, histórias e rivalidades, elementos fundamentais para gerar identificação e interesse.
Além disso, o preconceito de gênero ainda existe. A ideia de que futebol “é coisa de homem” persiste em parte da sociedade e afeta a forma como a modalidade feminina é vista e valorizada. Muitas atletas relatam falta de respeito, comentários machistas e comparação injusta com o futebol masculino, ignorando as diferenças de contexto e investimento.
Mesmo assim, o cenário começa a mudar. A obrigatoriedade imposta pela CBF e pela Conmebol para que clubes tenham equipes femininas, o crescimento da Seleção Brasileira feminina e o sucesso de jogadoras como Marta ajudaram a ampliar o debate. Aos poucos, o futebol feminino ganha espaço, mas ainda depende de políticas de longo prazo, maior apoio da mídia e engajamento do público para alcançar o reconhecimento que merece.
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