Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026
🚨 Polícia Civil barra plano violento e evita caos em manifestação na Paulista
Monitoramento digital descobriu grupo que planejava ataques com bombas caseiras para causar pânico
Por Konstantino | Jornal25News – Independente

A Polícia Civil de São Paulo deu um verdadeiro checkmate no crime nesta segunda-feira (02/02). Um trabalho de inteligência digital conseguiu impedir uma ação criminosa que estava sendo planejada para acontecer durante uma manifestação na Avenida Paulista.
A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), que monitora redes sociais e grupos virtuais. Durante esse acompanhamento, os policiais descobriram que integrantes de um grupo estavam articulando o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, sem pauta política definida — o objetivo era só um: provocar pânico e violência.
👉 Ao todo, 12 pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificadas e levadas para prestar esclarecimentos.
🔍 Crime planejado na internet
Segundo a Polícia Civil, o grupo usava redes sociais para trocar mensagens, vídeos e instruções ensinando como fabricar e lançar artefatos explosivos improvisados. A ação foi considerada extremamente perigosa, principalmente por ter como alvo uma das regiões mais movimentadas da capital paulista.
O secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou a importância da antecipação policial:
“Foi um grande trabalho de inteligência. Conseguimos impedir um possível ataque antes que ele acontecesse. Não havia pauta nenhuma, era apenas tumulto e violência”, afirmou.
👮♂️ Ação rápida evitou risco à população
Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores localizaram os suspeitos na capital, na Grande São Paulo e também no interior do Estado. Um deles foi encontrado com simulacros de armas de fogo.
Segundo as apurações, os envolvidos tinham funções bem definidas dentro do grupo, e seis deles exerciam papel de liderança, repassando ordens e instruções aos demais.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, reforçou que a atuação foi decisiva:
“Nossos policiais se infiltraram nesses grupos e identificaram os principais articuladores. É uma ação preventiva que garantiu a segurança da população”, explicou.
Ele também detalhou como funciona esse tipo de investigação:
“Utilizamos detecção de palavras-chave, análises digitais e observação constante. A tecnologia é hoje uma aliada fundamental para evitar que ameaças virtuais virem crimes reais”, completou.
🌐 Rede violenta tinha alcance nacional
As investigações revelaram algo ainda mais preocupante: o grupo fazia parte de uma rede nacional, com mais de 7 mil participantes, voltada à discussão e organização de ações violentas em diferentes estados do país.
📍 Em São Paulo, a comunidade virtual tinha quase 600 integrantes e funcionava como o principal núcleo de organização do ataque que seria realizado na Avenida Paulista.
📍 Também foi identificada forte mobilização no Rio de Janeiro.
Durante semanas, os membros compartilharam conteúdos ensinando passo a passo como produzir artefatos explosivos improvisados, o que elevou o nível de alerta das autoridades.
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