Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 01,07.2026
Você que rala de sol a sol, que economizou cada centavo para comprar o seu carro usado e depende dele para trabalhar, fazer as compras do mês ou levar a família para passear, sabe muito bem o tamanho do prejuízo quando o seu patrimônio é levado por criminosos.
O suor de anos de trabalho desaparece em poucos segundos na mão de bandidos. Um levantamento oficial acendeu o sinal de alerta para quem tem carro na garagem: os veículos com mais de 10 anos de fabricação tornaram-se os campeões absolutos de roubos e furtos no estado de São Paulo neste ano.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem que move essa indústria criminosa não é o desejo pelo carro em si, mas sim o mercado clandestino de peças de reposição. Veículos mais antigos são muito fáceis de desmantelar e, por não contarem com os sistemas modernos de segurança eletrônica de fábrica — como chaves codificadas com transponder, alarmes de presença e rastreadores integrados —, viram alvos fáceis nas mãos de quadrilhas especializadas.
O veículo é levado em minutos e encaminhado rapidamente para desmanches ilegais. Lá, o carro é fatiado e suas peças são vendidas a preços muito abaixo do mercado formal em feiras, sites de vendas e ferros-velhos clandestinos. É o comércio de peças usadas sem procedência que financia o roubo e o furto nas calçadas de São Paulo.
VOZES E ANÁLISE: Dados coletados junto à Secretaria de Segurança Pública e compilados por empresas de rastreamento apontam que a Penha, na Zona Leste, assumiu a liderança indesejada como o bairro com o maior número de ocorrências na capital, registrando 238 casos apenas neste primeiro quadrimestre. Logo atrás aparecem o Ipiranga, na Zona Sul, com 233 registros, e o Tatuapé, com 225 ocorrências.
Os especialistas em segurança pública, revelam que os crimes se concentram principalmente nos dias úteis da semana, com a quarta-feira (2.720 casos) e a quinta-feira (2.713 casos) sendo apontadas como os dias mais críticos.

Enquanto os carros novos e tecnológicos conseguem escapar das estatísticas graças ao rastreamento em tempo real, o dono de um veículo popular antigo acaba pagando uma conta altíssima de seguro ou, pior, amargando a perda total sem direito a reembolso.
DADOS OFICIAIS:
Modelos Mais Visados (1º Quadrimestre de 2026): Hyundai HB20 (644 ocorrências), Ford Ka (610), Chevrolet Onix (592) e Volkswagen Gol (493).
Faixa Etária Crítica: Veículos com mais de 10 anos de fabricação lideram o ranking de ocorrências com quase 40% dos casos.
Bairros Mais Perigosos: Penha (238 registros), Ipiranga (233) e Tatuapé (225).
Dias Críticos de Crime: Quarta-feira (2.720 ocorrências) e Quinta-feira (2.713 ocorrências) no estado.
O RIGOR DA LEI: O trabalhador que se desdobra para manter as taxas do carro pagas e o tanque cheio, não pode continuar sendo a vítima preferencial dessa máfia do desmanche. A polícia e os órgãos de fiscalização, precisam agir na raiz do problema: não basta apenas prender quem puxa o carro na rua, é preciso fechar as portas dos ferros-velhos e das lojas físicas e virtuais que compram e revendem peças roubadas sem nota fiscal.
A lei de desmanches em São Paulo, deve ser aplicada com mão pesada e punição implacável para acabar com a receptação de uma vez por todas. Se não houver quem compre a peça barata banhada a sangue, o crime de roubo de veículos perde a sua razão de existir.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o governo estadual e as prefeituras, deveriam cassar imediatamente o alvará de funcionamento e prender os donos de ferros-velhos ou oficinas que forem flagrados comercializando peças de veículos sem comprovação de origem legal?
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