Leitura rápida e 1 minuto
“O BRASIL SERÁ O PRÓXIMO”, DIZ FLÁVIO BOLSONARO EM DISCURSO NA ARGENTINA
Centro Histórico da Cidade de SP, 29.06.26
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro apresentou, na Argentina, algumas das principais propostas de seu projeto político para 2027.
Falando em espanhol durante um evento conservador em Buenos Aires, Flávio prometeu aproximar o Brasil de Israel e fortalecer as relações com governos de direita das Américas.
O senador citou líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele e afirmou que o Brasil é a “peça que falta” no novo mapa conservador do continente.
Flávio também colocou a segurança pública no centro de seu discurso.
Ele afirmou que facções como PCC e Comando Vermelho controlam territórios e submetem milhões de brasileiros a ameaças, taxas ilegais e restrições.
Por isso, defendeu que essas organizações recebam tratamento semelhante ao destinado a grupos terroristas.
OLHAR 360º — MÁRIO MARCOVICCHIO
O discurso antecipa os pilares de sua campanha: alinhamento internacional, segurança pública e fortalecimento da direita.
Mas as propostas dependerão do resultado das eleições, da Constituição e das decisões das instituições brasileiras.
__________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________________________________
“O BRASIL SERÁ O PRÓXIMO”: FLÁVIO BOLSONARO PROMETE APROXIMAÇÃO COM ISRAEL E AGENDA DE DIREITA A PARTIR DE 2027
Em discurso na Argentina, senador apresenta propostas para a política externa, defende tratamento mais rigoroso contra facções criminosas e afirma que pretende conduzir o Brasil para uma aliança entre governos conservadores
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, domingo, 28 de junho de 2026
Por Jornal25News – Independente
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, afirmou neste domingo, 28, que pretende promover uma ampla mudança na política externa brasileira caso seja eleito presidente nas eleições de 2026.
Durante um discurso realizado em espanhol, em um encontro de grupos conservadores em Buenos Aires, na Argentina, Flávio declarou que o Brasil deverá se aproximar de Israel e fortalecer as relações com governos latino-americanos identificados com a direita.
O parlamentar apresentou sua candidatura como parte de um movimento político conservador que, segundo ele, está avançando em diferentes países das Américas.
Ao comentar o cenário regional, Flávio afirmou que o Brasil seria a “peça que falta” nesse novo mapa político e declarou:
“Em outubro, o Brasil entra nessa onda. O Brasil será o próximo.”
O senador também manifestou confiança em sua vitória e afirmou que pretende retornar à Argentina em 2027 já na condição de presidente da República.
APROXIMAÇÃO COM ISRAEL
Um dos principais pontos do discurso foi a promessa de restabelecer uma relação mais próxima entre o governo brasileiro e o Estado de Israel.
Flávio Bolsonaro declarou que, caso seja eleito, o Brasil voltará a se considerar “irmão” da Argentina, dos países vizinhos e de Israel.
A manifestação reforça uma das principais bandeiras internacionais do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que durante seu governo manteve uma relação próxima com as autoridades israelenses.
A posição também representa um contraste com a política externa conduzida pelo atual governo brasileiro, especialmente diante das divergências diplomáticas envolvendo a guerra na Faixa de Gaza.
Entretanto, qualquer mudança efetiva na política externa dependerá do resultado das eleições, da formação do novo governo e das decisões diplomáticas adotadas a partir de 2027.
O MAPA POLÍTICO DA DIREITA
Durante o pronunciamento, o senador mencionou líderes e governos que considera integrantes de uma nova onda conservadora nas Américas.
Entre os nomes destacados estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Flávio também citou dirigentes e lideranças políticas de países como Chile, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, Paraguai, Costa Rica, Panamá, Honduras e República Dominicana.
Na avaliação apresentada pelo senador, esses países estariam escolhendo projetos baseados nos conceitos de liberdade, segurança pública e ordem.
Flávio afirmou que os brasileiros observam esse movimento enquanto o país, em sua avaliação, permanece ligado a um modelo político que considera ultrapassado.
O discurso reforçou a estratégia de apresentar sua candidatura não apenas como uma disputa nacional, mas como parte de uma articulação internacional entre governos e movimentos conservadores.
SEGURANÇA PÚBLICA NO CENTRO DO DISCURSO
A segurança pública também ocupou parte importante da manifestação.
Flávio Bolsonaro afirmou que milhões de brasileiros vivem em áreas onde facções criminosas e milícias exercem controle sobre a população.
Segundo ele, nesses territórios existem imposições como toque de recolher, cobrança de taxas, restrições à entrada da polícia e controle sobre a circulação de moradores.
O senador classificou esse domínio territorial como uma forma de terrorismo e defendeu que organizações como o Primeiro Comando da Capital — PCC — e o Comando Vermelho — CV — recebam tratamento legal mais rigoroso.
Para Flávio, essas facções não devem ser vistas apenas como grupos criminosos comuns, mas como estruturas armadas que desafiam a autoridade do Estado e mantêm parte da população sob permanente intimidação.
A classificação de uma organização criminosa como terrorista, no entanto, envolve consequências jurídicas, diplomáticas e de segurança que dependem da legislação brasileira e de decisões dos Poderes Executivo e Legislativo.
SUPOSTAS CONEXÕES INTERNACIONAIS
No discurso, Flávio Bolsonaro também mencionou o atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, ocorrido em 1992.
O senador relacionou o episódio ao Hezbollah e ao governo iraniano e afirmou que investigações teriam apontado conexões entre redes internacionais e facções criminosas brasileiras.
Segundo a argumentação apresentada por Flávio, essas conexões envolveriam rotas de tráfico de drogas, contrabando de armas e operações internacionais.
As declarações foram apresentadas pelo senador como justificativa para sua defesa de uma atuação conjunta entre Brasil, Argentina, Estados Unidos e Israel no combate ao crime organizado e ao terrorismo.
As eventuais ligações entre grupos estrangeiros e facções brasileiras, porém, exigem comprovação por investigações oficiais e não podem ser consideradas estabelecidas apenas com base em declarações políticas.
REFERÊNCIA AO MODELO DE EL SALVADOR
Flávio Bolsonaro destacou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como um exemplo de enfrentamento ao crime organizado.
Bukele ganhou projeção internacional por implantar uma política de segurança baseada em prisões em massa, ampliação do sistema penitenciário e restrição de garantias individuais.
Defensores do modelo apontam a redução dos índices de violência. Organizações de direitos humanos, por outro lado, questionam prisões arbitrárias, falta de acesso à defesa e as condições dos detentos.
Ao mencionar o governo salvadorenho, Flávio sinalizou que a segurança pública deverá ser um dos temas centrais de sua campanha presidencial.
DISPUTA PRESIDENCIAL DE 2026
Flávio Bolsonaro vem ampliando sua agenda nacional e internacional como pré-candidato à Presidência da República.
O senador tem participado de encontros conservadores no exterior e buscado aproximação com lideranças políticas dos Estados Unidos, de Israel, da Argentina e de outros países.
Sua candidatura recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e passou a ocupar o centro da estratégia eleitoral do grupo político ligado à família.
Apesar disso, a consolidação da candidatura dependerá das convenções partidárias, das alianças eleitorais e da definição oficial dos nomes que disputarão a Presidência.
Durante o discurso na Argentina, Flávio adotou um tom de candidato já definido e afirmou que pretende assumir o governo em janeiro de 2027.
PRINCIPAIS PROPOSTAS APRESENTADAS
Entre os principais pontos defendidos pelo senador estão:
- aproximação diplomática e estratégica com Israel;
- fortalecimento da relação entre Brasil e Argentina;
- aliança com governos conservadores das Américas;
- enquadramento mais rigoroso de facções criminosas;
- tratamento do domínio territorial do crime como forma de terrorismo;
- cooperação internacional no combate ao tráfico de drogas e de armas;
- adoção de uma política de segurança pública mais severa.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER
Flávio Bolsonaro discursou em espanhol durante um evento conservador realizado em Buenos Aires.
O senador afirmou que pretende vencer a eleição presidencial de 2026 e conduzir uma mudança na política externa brasileira.
Entre suas promessas está uma aproximação do Brasil com Israel e com governos conservadores das Américas.
Flávio também defendeu medidas mais rígidas contra o PCC, o Comando Vermelho e outras organizações criminosas.
As declarações representam propostas eleitorais e dependerão do resultado das urnas, da legislação brasileira e de decisões institucionais para serem colocadas em prática.
OLHAR 360º — MÁRIO MARCOVICCHIO
O discurso de Flávio Bolsonaro na Argentina antecipa três possíveis eixos de sua campanha presidencial: política externa, segurança pública e alinhamento ideológico com governos conservadores.
A apresentação dessas propostas fora do Brasil demonstra que a eleição de 2026 também deverá ser disputada no campo das relações internacionais.
Entretanto, promessas de campanha precisam ser analisadas com responsabilidade.
A política externa deve defender os interesses permanentes do Brasil, independentemente das preferências ideológicas de cada governo.
Da mesma maneira, o combate às facções criminosas exige firmeza, inteligência, integração entre as forças de segurança e respeito à Constituição.
Classificar organizações criminosas como terroristas poderá ampliar os instrumentos de investigação e cooperação internacional, mas também produzir consequências jurídicas e diplomáticas que precisam ser discutidas com transparência.
A decisão final caberá ao eleitor brasileiro, por meio do voto, e às instituições responsáveis por transformar propostas políticas em ações de governo.
APOIO INSTITUCIONAL
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Digital
REDES SOCIAIS
Quer saber tudo em tempo real?
Acesse: jornal25news.com.br
Clique para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL.
Acompanhe o Jornal25News no Facebook, Instagram, X e YouTube.
Jornal25News – Independente, igual a você.
A voz que não se cala. A notícia que não se vende.
Jornalismo com Responsabilidade Social.






















































