Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 21 de julho de 2026.
Você que tenta decifrar as novidades do vocabulário dos seus filhos ou netos, sabe como o mundo dos jovens muda em ritmo acelerado. Imagine descobrir que uma atitude estilosa, um gesto marcante ou um simples olhar confiante, agora valem “pontos” e arrastam multidões de adolescentes para arenas no meio do parque. Essa nova febre, batizada nas redes de “farmar aura”, deixou de ser um meme de celular e virou uma competição presencial que lotou o Parque Municipal Max Feffer, na Grande São Paulo.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem dessa curiosa mania jovem, mistura a linguagem dos videogames com o desejo de expressão e carisma da chamada Geração Alfa. A palavra “farmar” vem dos jogos digitais e significa realizar ações repetitivas para acumular pontos ou recursos; já a “aura” representa a energia, a confiança e a presença de palco que alguém transmite.
Na prática, “farmar aura” é fazer algo tão marcante — seja uma pose, uma dança, um caminhar seguro ou uma frase de impacto — que faça todos ao redor admirarem a sua atitude. O que era uma brincadeira restrita a comentários de “+1.000 de aura” no TikTok e no Instagram, ganhou forma de evento presencial sob a organização do criador de conteúdo Victor Gabriel Tourinho Camargo, conhecido como “Uvitinho”.
O campeonato reuniu mais de 200 jovens em Suzano. Em um palco improvisado, os participantes disputaram duelos eliminatórios diante de uma plateia empolgada, sem júri técnico: avançava para a fase seguinte quem recebia os gritos e aplausos mais barulhentos da torcida. O grande campeão da edição foi o estudante Mikael, de apenas 12 anos, que conquistou o título simbólico de “Dono da Aura” e faturou um prêmio de R$ 250.
VOZES E ANÁLISE: Para especialistas em comportamento infanto-juvenil, educadores e psicólogos, o fenômeno do “farmar aura” em espaços públicos expõe a busca constante dessa geração por pertencimento, validação e auto expressão. Por um lado, analistas apontam que incentivar crianças e adolescentes a saírem da frente dos computadores e saírem das telas para interagir ao ar livre é um alívio positivo contra o isolamento social.

Por outro lado, sociólogos alertam para o risco da espetacularização da vida cotidiana e para a pressão precoce de ter que “performar” e agradar à plateia a todo momento para não sofrer rejeição ou perder “aura”. Já os organizadores e líderes comunitários, comemoram o sucesso da iniciativa popular, ressaltando que eventos gratuitos e descontraídos em parques estaduais oferecem lazer limpo, longe das drogas e da criminalidade, criando memórias saudáveis para a juventude de bairro.
DADOS OFICIAIS:
- Público e Engajamento: Mais de 200 jovens reunidos no Parque Municipal Max Feffer, em Suzano, com vídeos do evento ultrapassando 3 milhões de visualizações nas redes sociais.
- Premiação e Dinâmica: Competição eliminatória popular com distribuição de camisetas e prêmio em dinheiro de R$ 250 ao vencedor.
- Origem do Termo: Expressão que une o verbo gamer “farmar” (acumular recursos) ao conceito de “aura” (presença, carisma e estilo pessoal).
- Expansão do Fenômeno: Além da Grande SP, eventos semelhantes e encontros de “aura” começaram a se espalhar por estados como Maranhão, Ceará e Mato Grosso do Sul.
O RIGOR DA LEI: O cidadão que paga seus impostos em dia para manter os parques e equipamentos públicos funcionando, tem o direito de ver os espaços da cidade sendo utilizados para o lazer comunitário e a convivência saudável de seus filhos.
Atividades culturais e recreativas organizadas por jovens devem ser estimuladas, mas sem que o poder público municipal se exima do seu dever de fiscalização e zeladoria. A Prefeitura de Suzano e a gestão dos parques urbanos têm a obrigação legal de garantir a segurança, o apoio de ambulâncias e a estrutura de banheiros e água potável para eventos que reúnem centenas de menores de idade.
O dinheiro do contribuinte precisa assegurar que os parques públicos permaneçam limpos, seguros e livres do assédio de criminosos ou do consumo irregular de bebidas alcóolicas por crianças e adolescentes. O lazer jovem é sagrado, desde que preservado dentro da ordem e da proteção integral prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que eventos de “farmar aura” nos parques públicos são uma forma saudável e positiva de tirar os jovens da frente das telas do celular para socializar no mundo real, ou essas disputas estimulam a vaidade excessiva e a dependência exagerada do julgamento dos outros?
Clique aqui para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL e no Jornal https://jorn,al25news.com.br/ e não perca nenhum detalhe!
📺 TV JORNAL25NEWS




















































