“Virei seu cliente”: O telefonema que mudou minha recuperação
Deitado na cama do hospital, aguardando a cirurgia, o medo do pós-operatório começou a bater. Não o medo da dor, mas o medo da dependência e da falta de espaço. Eu sou uma pessoa ativa. A ideia de ficar meses “jogado” numa cama, sem conseguir me levantar sozinho, era aterrorizante.
Foi então que a ironia do destino bateu à porta. Peguei o telefone e liguei para um número que conheço de longa data. Do outro lado da linha estava o dono da Locaset, uma empresa de aluguel de equipamentos hospitalares e um dos meus clientes mais antigos, para quem presto serviços de marketing.
— “Amigo,” — eu disse — “depois de tanto tempo você sendo meu cliente, hoje o jogo virou. Eu vou virar seu cliente.”
A resposta foi imediata e acolhedora. Ele, conhecendo a gravidade da cirurgia, sugeriu de imediato o carro-chefe da empresa: a cama hospitalar motorizada. Ele me explicou como ela seria fundamental para elevar as pernas (essencial para desinchar o pé operado) e me dar autonomia para sentar com o controle remoto.
Fiquei tentado. Ter uma cama daquelas seria um sonho de conforto. Porém, olhei para a planta do meu apartamento mentalmente e tive que ser realista. O espaço era limitado. Com dor no coração, tive que recusar a cama por pura questão de logística — ela não caberia no meu quarto sem desmontar tudo o que eu tinha lá.
“Não se preocupe”, ele disse. “Se a cama não cabe, vamos focar na sua mobilidade dentro do apartamento.” Foi aí que a Locaset me apresentou uma solução compacta e genial que salvaria minha sanidade mental.
(Não perca amanhã o Capítulo 4: Não é só sobre andar, é sobre viver)

























































