A participação do maior líder indígena do Brasil, o cacique Raoni Metuktire, na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática) em Belém, se transformou em um protesto diplomático! A equipe de Raoni (do povo Mebêngôkre/Kayapó) diz que o líder de 93 anos não foi convidado para uma fala oficial na conferência, nem pela presidência da COP, nem pelo Governo Lula! Raoni, que subiu a rampa do Planalto de braços dados com o presidente em 2023, teve que conseguir um espaço para discursar com o apoio da delegação do Panamá!
O Contraste: De Estrela da Posse à Luta por Microfone!

As queixas de Raoni e de sua delegação para encontrar um espaço para discursar na primeira COP da Amazônia contrastam com a imagem dele subindo a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2023, de braços dados com o presidente recém-empossado.
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Frustração: Mayalu Kokometi Waura Txucarramãe, coordenadora do Instituto Raoni, lamentou: “A gente se sentiu frustrada com essa falta de diálogo. Era para ser o grande evento do Raoni aqui na COP como o maior líder dos povos indígenas. Ele deveria ter feito uma fala de abertura ou de encerramento e não tem nada programado.”
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Ato de Incidência: O grupo conseguiu o espaço em um evento paralelo com o apoio do governo do Panamá e o Instituto Raoni, para que o cacique pudesse “fazer incidência política” antes da sua volta ao Mato Grosso.
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Problema de Credencial: A coordenadora também se queixou da dificuldade de conseguir credenciais. A delegação do Panamá que conseguiu a documentação necessária para cerca de 30 pessoas do grupo (Raoni precisava de apoio para se locomover em cadeira de rodas, já que é um idoso).
A Cobrança: Dinheiro e Demarcação!

O discurso de Raoni na Zona Azul (área oficial das negociações) foi uma cobrança direta ao Governo Lula sobre as promessas de demarcação e o dinheiro para os povos indígenas.
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“Defendam a Floresta pela Verdade”: “Quero compartilhar com todas as autoridades presentes que vocês precisam defender a floresta pela verdade”, disse Raoni, em referência ao lema do Brasil para a COP30.
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O Dinheiro que Não Chega: Raoni também disse que parte do dinheiro que está sendo enviado para os povos indígenas “não está chegando a eles”. “Esse dinheiro tem que ser mandado para nós, para que a gente possa, além de fazer o nosso trabalho, proteger também nossas terras”, afirmou.
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A Decisão Presidencial: A ativista brasileira Paloma Costa criticou a ausência de um discurso oficial de Raoni: “Eu acho que a decisão não recai só sobre a ministra [Sônia Guajajara]. Eu acho que é uma decisão presidencial. Querendo ou não, o Brasil colocou um homem branco como presidente dessa COP”, criticou.

Apesar de o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), por meio de Sônia Guajajara, ter levado Raoni para uma reunião fechada com a ministra Marina Silva e o ministro Guilherme Boulos (o que quase se chocou com o evento paralelo), o protesto de Raoni é um lembrete crucial: a voz da Amazônia e de seus povos originários precisa ser ouvida no centro do debate climático!
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