O ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, fez um depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (10 de junho de 2025) e negou ter colocado as tropas à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro para um golpe em 2022.
A Reunião Secreta e a Negação do Almirante!
Garnier foi ouvido pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no STF. O depoimento focou em uma reunião que aconteceu no dia 7 de dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada, com a presença de Bolsonaro, os comandantes das Forças Armadas e o então ministro da Defesa.
Segundo Garnier, ele “nunca usou a expressão” de que disponibilizaria tropas para um golpe. Ele disse que a reunião não teve decisões concretas, apenas “considerações” de Bolsonaro que pareciam mais “análises de possibilidades” do que uma intenção de quebrar a democracia. O almirante reforçou que sua preocupação era com a segurança pública e que, se fosse para agir, seria dentro das leis (como uma GLO – Garantia da Lei e da Ordem).

Garnier também negou ter visto a famosa “minuta do golpe” (o documento que planejava impedir a posse de Lula), afirmando que não recebeu nenhum papel e só viu uma apresentação em um telão, sem que nada fosse decidido ali. Ele ressaltou que, como chefe da Marinha, seguia rigorosamente o Estatuto dos Militares, que exige ordens por escrito para ações ilegais.
E sobre o desfile de blindados (carros de combate) em Brasília em 2021 (que aconteceu no mesmo dia de uma votação importante no Congresso), Garnier disse que foi apenas uma “coincidência”, parte de um treinamento planejado há meses.
Contradições: O Que Outros Militares Dizem?
Apesar da negativa de Garnier, a Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que ele foi o único chefe das Forças Armadas que teria aderido ao plano golpista. Isso se baseia em depoimentos de outros ex-comandantes:
- O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, afirmou à Polícia Federal (PF) que Garnier, sim, colocou as tropas à disposição de Bolsonaro.
- O ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, deu depoimentos que se contradizem: primeiro ele confirmou o apoio de Garnier à PF, mas depois minimizou o gesto no STF.
- E o tenente-coronel Mauro Cid, em seu acordo de delação premiada no STF (onde ele conta tudo em troca de benefícios na pena), reforçou que Garnier sinalizou disposição para apoiar o plano.
A defesa de Garnier diz que as acusações são apenas “suposições” e relatos indiretos, sem provas concretas, como mensagens ou ordens por escrito. O atual comandante da Marinha também testemunhou que não recebeu nenhuma ordem de Garnier para mobilizar tropas para um golpe.
A investigação no STF continua para desvendar todos os detalhes dessa suposta trama golpista. As contradições entre os depoimentos mostram que a verdade ainda está sendo buscada, e o julgamento final definirá os culpados.
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