Uma especialista em proteção infantil digital, Nay Macedo, avisa que, embora muitos pais postem fotos de seus filhos nas redes sociais com a melhor das intenções, o algoritmo não diferencia o que é afeto do que é exploração! Ele só vê o engajamento e distribui o conteúdo, o que faz com que as fotos cheguem a potenciais abusadores!
O Perigo do “Conteúdo Autogerado” que Chega aos Criminosos!

O tema da proteção infantil na internet ganhou destaque após o vídeo do youtuber Felca denunciar a exploração de crianças e adolescentes, o que fez a Câmara dos Deputados aprovar um projeto de lei contra a “adultização”.
- O Algoritmo é Cego: Nay Macedo, que é especialista em proteção infanto-juvenil na era digital, explica que o algoritmo das redes sociais tem um problema: ele não entende a intenção de quem posta. “Ele só vê o engajamento. Então ele distribui mais para quem interage mais, inclusive para predadores e violadores.”
- O “Conteúdo Autogerado”: A especialista alerta que boa parte das imagens usadas para abastecer grupos de exploração sexual infantil são o que ela chama de “conteúdo autogerado”, ou seja, imagens e informações publicadas pelos próprios usuários (incluindo familiares e responsáveis) em perfis abertos. Essas fotos e informações chegam facilmente às mãos de criminosos.
6 Dicas Essenciais para Proteger Seus Filhos na Internet!

Diante desse cenário, a conscientização é fundamental! Nay Macedo listou algumas recomendações simples e importantes para proteger a imagem e a segurança de crianças na internet:
- Consciência da Exposição: Ao decidir postar uma foto, tenha a consciência de que a exposição online não é 100% segura, mesmo em perfis fechados.
- Perfis Fechados: Mantenha os perfis fechados, aceitando apenas contatos conhecidos. Mas lembre-se que, infelizmente, muitos agressores são conhecidos e próximos das vítimas.
- Cuidado com as Informações: Evite postar fotos de crianças com uniformes escolares, informações de localização ou da rotina, que permitam que criminosos as rastreiem.
- Respeite a Criança: Explique à criança, à medida que ela cresce, o direito que ela tem de opinar sobre a própria imagem e respeite a vontade dela, caso não queira ser exposta.
- Não Compartilhe Fotos Sensuais: Jamais compartilhe imagens em trajes de banho ou em situações que possam deixar a criança vulnerável.
- Alternativas Seguras: Use alternativas mais seguras para o compartilhamento de fotos com a família, como álbuns digitais fechados, mensagens diretas ou chamadas de vídeo.

A especialista alerta que a exposição precoce de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados pode causar danos psicológicos permanentes, como traumas e vulnerabilidade a abusos. O melhor caminho é unir forças: os pais precisam estar atentos, e as plataformas precisam se responsabilizar por seus algoritmos.
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