PREFEITURA INTERDITA TRANSUNIÃO APÓS OPERAÇÃO QUE PRENDEU VEREADOR DE SÃO PAULO
Justiça afasta direção da empresa; SPTrans assume administração para garantir continuidade do transporte de quase 400 mil passageiros por dia
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, sexta-feira, 26 de junho de 2026
A Prefeitura de São Paulo determinou a intervenção administrativa na empresa de ônibus Transunião, concessionária responsável por dezenas de linhas do transporte coletivo da capital, após a deflagração da Operação Última Parada, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil.
A medida ocorre um dia após a prisão temporária do vereador Senival Moura, primeiro-secretário da Câmara Municipal de São Paulo, investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a concessionária. Segundo as autoridades, a investigação apura a existência de um núcleo paralelo que teria utilizado a empresa para movimentar recursos ligados ao crime organizado. A defesa do vereador nega as acusações e afirma que buscará demonstrar sua inocência no curso do processo. (CNN Brasil)
SPTrans assume comando da empresa
Por determinação judicial, os principais dirigentes da Transunião foram afastados de suas funções, cabendo à SPTrans assumir temporariamente a administração da concessionária para assegurar a continuidade do serviço público.
A Prefeitura informou que a circulação dos ônibus permanece normal e que nenhuma linha foi interrompida, garantindo o atendimento diário de centenas de milhares de usuários do transporte coletivo. (Gazeta do Povo)
Operação investiga lavagem de dinheiro
As investigações tiveram início em 2020, após o assassinato do então dirigente da empresa Adauto Soares Jorge.
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, as apurações apontam que a concessionária teria sido utilizada para ocultação e movimentação de recursos ilícitos. A Justiça também determinou:
•bloqueio de até R$ 194 milhões em bens e valores;
•apreensão de ônibus, imóveis e embarcações;
•cumprimento de mais de uma centena de mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. (CNN Brasil)
Prefeitura acompanha o caso
Em nota oficial, a Administração Municipal informou que aguardava a formalização da decisão judicial para adoção das providências administrativas cabíveis e ressaltou que a prioridade é garantir a continuidade do transporte público sem prejuízo à população. Com o afastamento da cúpula da empresa, a gestão operacional passou a ser acompanhada pela SPTrans. (Gazeta do Povo)
Câmara e partido acompanham os desdobramentos
Após a prisão do parlamentar, o diretório municipal do partido informou que encaminhou o caso à Comissão de Ética, destacando que serão respeitados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. A Câmara Municipal também acompanha os desdobramentos da investigação. (Gazeta do Povo)
Presunção de inocência
A investigação encontra-se em andamento. Até eventual condenação definitiva, todos os investigados permanecem amparados pelo princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, segundo o qual:
“Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.”
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🎙️ Olhar 360º – Mário Marcovicchio
A infiltração do crime organizado em serviços públicos essenciais representa um dos maiores desafios para o Estado. Ao mesmo tempo, o respeito ao devido processo legal e às garantias constitucionais é indispensável para que a Justiça seja feita com equilíbrio, transparência e segurança jurídica.






















































