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SÃO PAULO ESTÁ MAIS SEGURA OU MAIS ASSUSTADA?
Por Mário Marcovicchio | Jornal25News – Independente
Quem anda pelas ruas de São Paulo sente uma realidade que muitas vezes parece diferente dos números apresentados oficialmente.
Os indicadores da segurança pública mostram reduções em alguns tipos de crime, mas o sentimento de insegurança continua presente no cotidiano de milhares de pessoas.
Basta conversar com comerciantes, trabalhadores, usuários do metrô, moradores e frequentadores da cidade. Os relatos se repetem: furtos, roubos, golpes e a constante preocupação com a violência urbana.
A questão não é negar as estatísticas. Os dados são importantes e ajudam a orientar políticas públicas.
Mas segurança pública não pode ser medida apenas por planilhas.
Ela também precisa ser medida pela confiança da população.
Quando o cidadão muda seus hábitos, evita determinadas ruas, esconde o celular ou vive em estado permanente de alerta, existe um problema que precisa ser enfrentado.
Talvez esteja na hora de mudar o foco do debate.
Menos reação.
Mais prevenção.
Menos combate às consequências.
Mais combate às causas.
Porque a verdadeira vitória da segurança pública não acontece apenas quando o criminoso é preso.
Acontece quando o crime não ocorre.
Quando as pessoas voltam a viver sem medo.
Porque, no final das contas, a estatística mais importante não está nos relatórios.
Está no sentimento de segurança de quem vive a cidade todos os dias.
“A população não quer apenas estatísticas melhores. Quer viver melhor. Porque a melhor polícia não é aquela que corre atrás do crime depois que ele acontece. A melhor polícia é aquela que faz o crime não acontecer.”
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👁️ OLHAR 360º – MÁRIO MARCOVICCHIO
Entre as estatísticas oficiais e a realidade das ruas, cresce a sensação de que existe um abismo entre os números e a vida cotidiana da população
SÃO PAULO ESTÁ MAIS SEGURA OU MAIS ASSUSTADA?
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Segunda-Feira, 08 de Junho de 2026
Por Mário Marcovicchio | Jornal25News – Independente
Quem anda pelas ruas de São Paulo sabe exatamente do que estou falando.
Não é uma pesquisa.
Não é um gráfico.
Não é um relatório técnico.
É a sensação que acompanha o cidadão quando sai de casa, entra no metrô, caminha pelo Centro, espera o ônibus, estaciona o carro ou simplesmente segura o celular na mão.
O medo virou companhia diária.
E é justamente aí que surge um dos maiores debates da segurança pública paulista: a distância entre os números apresentados pelo governo e a percepção de quem vive a cidade.
Os dados oficiais mostram reduções em diversos indicadores criminais. Os números existem e merecem ser considerados. Mas existe uma outra realidade que também não pode ser ignorada.
A realidade das ruas.
São Paulo vive uma onda de insegurança que assusta qualquer cidadão.
Basta acompanhar diariamente os noticiários, as redes sociais, os grupos de moradores e as conversas que acontecem em todos os cantos da cidade para perceber que a violência ocupa espaço permanente na preocupação da população.
E não estamos falando apenas de quem foi vítima de um crime.
Estamos falando da percepção coletiva que tomou conta das ruas.
Quem frequenta restaurantes, lanchonetes, salões de beleza, estações de metrô, pontos de ônibus, centros comerciais ou condomínios ouve diariamente relatos de furtos, roubos, golpes, invasões e episódios de violência urbana.
As conversas se repetem.
O comerciante que foi assaltado.
O trabalhador que teve o celular levado.
A família que mudou seus hábitos.
O turista que recebe orientações de segurança antes mesmo de iniciar um passeio.
O morador que evita determinadas ruas e horários.
Por isso cresce a sensação de que existe um enorme abismo entre a realidade vivida pela população e os números apresentados pela Secretaria de Segurança Pública.
Não se trata de afirmar que as estatísticas estejam erradas.
Os dados são fundamentais para orientar políticas públicas.
Mas segurança pública não pode ser medida apenas por planilhas.
Ela também precisa ser medida pela confiança da população.
Quando o cidadão continua com medo de andar na rua, alguma coisa ainda não está funcionando como deveria.
Uma queda percentual em determinados indicadores pode ser verdadeira e, ao mesmo tempo, não ser suficiente para devolver ao cidadão a sensação de tranquilidade.
Porque segurança pública não é apenas ausência de crime.
É presença de confiança.
É poder caminhar sem medo.
É deixar um filho voltar para casa sozinho.
É frequentar uma praça sem receio.
É utilizar o transporte público sem tensão.
Outro debate importante envolve os investimentos realizados pelo poder público em operações especiais de policiamento.
O Governo do Estado e diversas prefeituras investem milhões de reais em programas complementares de reforço policial, incluindo operações que utilizam policiais militares em horários de folga.
A pergunta que muitos cidadãos fazem é simples:
Qual é a efetividade prática dessas ações no dia a dia da população?
Será que estamos medindo corretamente os resultados?
Será que estamos cobrando efetivamente a redução da criminalidade ou apenas contabilizando horas de operação?
Mais importante ainda:
Será que a segurança pública continuará correndo atrás do crime apenas depois que ele acontece?
Ou chegou a hora de investir muito mais em inteligência, prevenção e antecipação?
A verdadeira vitória da segurança pública não acontece quando o criminoso é preso depois do delito.
A verdadeira vitória acontece quando o crime não ocorre.
Quando a praça permanece segura.
Quando o comércio permanece protegido.
Quando o estudante chega em casa sem medo.
Quando o trabalhador volta para sua família sem ser vítima da violência.
Talvez esteja na hora de mudar o foco do debate.
Menos reação.
Mais prevenção.
Menos combate às consequências.
Mais combate às causas.
Porque nenhuma sociedade prospera plenamente quando seus cidadãos vivem permanentemente preocupados com a próxima ocorrência policial.
A população não quer apenas estatísticas melhores.
Quer viver melhor.
Quer poder caminhar pelas ruas sem medo, utilizar o transporte público com tranquilidade, frequentar os espaços públicos com segurança e voltar para casa sem a sensação permanente de vulnerabilidade.
Porque a melhor polícia não é aquela que corre atrás do crime depois que ele acontece.
A melhor polícia é aquela que faz o crime não acontecer.
A verdadeira vitória da segurança pública não está apenas na prisão do criminoso.
Está na prevenção, na inteligência, na presença efetiva do Estado, na ocupação dos espaços públicos e na construção de uma sociedade onde o cidadão não precise viver olhando para trás.
O desafio de São Paulo não é apenas melhorar seus números.
É devolver a confiança à sua população.
Porque, no final das contas, a estatística mais importante não está nos relatórios.
Está no sentimento de segurança de quem vive a cidade todos os dias.
FRASE FINAL
“A população não quer apenas estatísticas melhores. Quer viver melhor. Porque a melhor polícia não é aquela que corre atrás do crime depois que ele acontece. A melhor polícia é aquela que faz o crime não acontecer.”
— Olhar 360º | Mário Marcovicchio
Jornalista, Advogado, ex-Presidente do CONSEG 25 de Março e Centro por oito anos, Diretor do Sindicato dos Comerciantes de Tecidos, Vestuário e Armarinhos do Estado de São Paulo.
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