Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 30 de maio de 2026.
O jogo de xadrez político em Brasília acaba de ganhar um capítulo de pura teimosia, que custará caro para a governabilidade do país. Enquanto o trabalhador paulistano racha o peito no batente para pagar impostos que sustentam a máquina pública, o presidente Lula anunciou, em discurso inflamado, que vai insistir na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O anúncio ignora a rejeição histórica sofrida pelo advogado-geral da União no final de abril — a primeira de um indicado desde 1894 — e atropela a cobrança histórica dos próprios movimentos sociais aliados, que exigem a indicação de uma mulher negra para ocupar a vaga aberta desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
A ENGRENAGEM DO FATO: A insistência de Lula em forçar o nome de seu amigo pessoal e aliado de primeira hora, revela como o Palácio do Planalto transformou uma cadeira no STF em uma trincheira particular. Messias, que hoje representa o presidente na Marcha para Jesus bem aqui na capital paulista, em uma clara tentativa de suavizar sua rejeição com o eleitorado evangélico, foi barrado no Senado por 42 votos a 34.
Em vez de recuar e buscar um nome de consenso técnico ou de acolher as listas de juristas negras altamente qualificadas que lhe foram entregues, o governo optou pela queda de braço. A engrenagem foca em uma tese jurídica controversa para reapresentar o mesmo nome na mesma sessão legislativa, manobra que a oposição classifica como uma cortina de fumaça, desenhada para distrair a população das derrotas fiscais e da inflação que corrói o salário do cidadão comum.
VOZES E ANÁLISE: Juristas e constitucionalistas divergem sobre a legalidade de se reapresentar um nome já rejeitado pelo Senado no mesmo ano. “A rejeição por plenário é soberana, e representa o freio constitucional entre os Poderes. Insistir no mesmo nome enfraquece a liturgia do cargo”, avaliam analistas de tribunais superiores.
Além disso, os movimentos de direitos humanos e coletivos de mulheres negras, não esconderam a indignação com o desprezo do presidente à representatividade racial. “Lula ignorou as vozes da sociedade civil, que entregaram caminhos para uma transformação real na Corte mais alta do país, preferindo o critério do compadrio”, criticou em nota um dos coletivos nacionais.

Para o cidadão, o resultado dessa teimosia é um Supremo desfalcado com 10 ministros, travando o julgamento de pautas que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros.
DADOS OFICIAIS:
- Histórico da Rejeição: 42 votos contrários contra 34 favoráveis em 29 de abril de 2026 (eram necessários 41 votos para a aprovação de Jorge Messias).
- Precedente Histórico: A última vez que o Senado rejeitou um indicado ao Supremo Tribunal Federal foi em 1894, sob o governo militar de Floriano Peixoto.
- Base Constitucional: Artigo 101 da Constituição de 1988 (requisitos de notável saber jurídico e reputação ilibada) e o Regimento Interno do Senado Federal.
- Impacto Social: O STF opera de forma incompleta há meses, paralisando decisões estratégicas de segurança, tributos e saúde por falta de quórum completo, enquanto o governo gasta capital político e tempo que deveriam ser usados para gerar emprego e renda.
O RIGOR DA LEI: A mais alta Corte do país, não pode ser tratada como um quintal de interesses pessoais ou um cabide de empregos para blindagem política. O cidadão de bem exige que a escolha de um ministro do STF, atenda a critérios de excelência, independência e moralidade indiscutíveis, e não a teimosias partidárias que buscam dobrar o Legislativo na marra.
Se o Senado já disse “não” com o rigor de sua competência constitucional, a persistência de Lula em reabrir essa ferida, expõe um governo que prefere o conflito à governabilidade. A lei deve ser respeitada, as decisões do parlamento devem ser soberanas, e o Brasil precisa de menos cortinas de fumaça e de mais responsabilidade com o dinheiro e o futuro do povo trabalhador.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o presidente Lula, deveria respeitar a decisão do Senado e indicar uma jurista mulher e negra, para garantir a representatividade na Suprema Corte, ou ele está correto em insistir no nome de Jorge Messias para manter seu núcleo de confiança pessoal no STF?
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