CPMI do INSS aprova quebra de sigilos de Lulinha e sessão termina suspensa após tumulto
Centro de SP, 26 de Fevereiro de 2026
Por Konstantino
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura suspeitas de irregularidades no INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento foi aprovado no âmbito das investigações sobre supostas fraudes em descontos associativos aplicados em aposentadorias e pensões.
Ao todo, a CPMI analisou e aprovou 87 requerimentos, entre eles o pedido de quebra de sigilo. A votação ocorreu de forma simbólica, o que provocou protestos de parlamentares da base governista. Durante a sessão, a transmissão ao vivo foi interrompida após o início de uma confusão no plenário.
Tumulto no plenário e sessão suspensa
No momento de maior tensão, deputados precisaram ser separados. Entre os envolvidos, foram citados Rogério Corrêa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Após o episódio, o comando dos trabalhos decidiu suspender a sessão.
Convocações e críticas a ausência de depoente
Além da quebra de sigilo, a comissão também aprovou a convocação de um ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para prestar esclarecimentos.
O presidente da CPMI criticou a ausência do advogado Cecílio Galvão, que havia sido convocado a depor. Segundo ele, a justificativa teria sido apresentada apenas na noite anterior, alegando compromissos profissionais. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a convocação tem caráter legal e determinou à Secretaria da comissão a adoção de procedimentos para condução coercitiva, caso a ausência seja considerada injustificada.
Outro caso citado: ausência de deputado estadual
Também foi mencionada a ausência do deputado estadual Edson de Araújo (MA), acusado de ameaçar o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Júnior (PSB-MA).
O que a CPMI investiga
A CPMI apura possíveis irregularidades em descontos realizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, que teriam ocorrido sem autorização dos segurados, por meio de cobranças associativas.
















































