Em um avanço que reacende a esperança para milhões de famílias afetadas pela doença de Alzheimer, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no final de dezembro de 2025, o registro do medicamento lecanemabe – comercializado como Leqembi pela farmacêutica japonesa Eisai em parceria com a Biogen. Descrito por especialistas como uma “faxina no cérebro”, o remédio representa uma nova era no tratamento da demência, atuando para remover as proteínas tóxicas antes que elas se acumulem e causem danos irreversíveis aos neurônios. Mas será que estamos diante de uma cura? Ou apenas de um passo modesto, mas crucial, na luta contra uma das doenças mais devastadoras do envelhecimento? O Jornal 25News mergulha nos detalhes dessa aprovação, seus impactos e as controvérsias que a cercam, em uma análise completa que vai além dos títulos sensacionalistas.
A Aprovação Histórica: Um Marco na Luta Contra o Alzheimer

A decisão da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro de 2025, marca o Brasil como um dos primeiros países da América Latina a liberar o lecanemabe para uso comercial. Esse anticorpo monoclonal anti-beta-amiloide é o segundo de sua classe aprovado no país – o primeiro foi o donanemabe (Kisunla, da Eli Lilly), liberado em abril de 2025. Diferente de tratamentos sintomáticos tradicionais, como donepezila ou memantina, que apenas aliviam sintomas, o lecanemabe age diretamente na biologia da doença: ele se liga às protofibrilas solúveis de beta-amiloide – as formas mais tóxicas da proteína – e promove sua remoção antes que formem as famosas “placas” que destroem sinapses e levam à perda de memória e funções cognitivas.
O medicamento é indicado para adultos com comprometimento cognitivo leve (CCL) ou demência leve causada por Alzheimer, com confirmação de placas beta-amiloide via exames como PET scan ou análise de líquor cefalorraquidiano. A administração é via infusão intravenosa a cada duas semanas, por tempo indeterminado, já que o cérebro continua produzindo amiloide. Antes do tratamento, testes genéticos são obrigatórios: portadores homozigotos do gene APOE4 (duas cópias) estão contraindicados devido ao risco elevado de efeitos colaterais.
Eficácia e Evidências: Um Retardo Modesto, Mas Significativo
O lecanemabe não cura o Alzheimer – uma doença que afeta mais de 1,7 milhão de brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – mas retarda seu progresso. No estudo pivotal Clarity AD, envolvendo 1.795 pacientes, o remédio reduziu o declínio cognitivo-funcional em cerca de 27% após 18 meses, comparado ao placebo (pontuação CDR-SB: 1,22 vs. 1,76). Ele também impacta indiretamente a proteína tau, outra vilã da doença, ao reduzir a formação de emaranhados neuronais.
Comparado ao donanemabe, o lecanemabe age mais precocemente nas protofibrilas, enquanto o outro foca em placas já formadas, com infusões mensais e duração limitada (12-18 meses). Neurologistas como o Dr. Paulo Caramelli, da UFMG, veem isso como uma “revolução”, pois é o primeiro tratamento que modifica o curso da doença, não só os sintomas. No entanto, a melhora clínica nem sempre é perceptível no dia a dia, e o remédio é mais eficaz quando iniciado cedo.
Riscos e Limitações: A “Faxina” Não é Sem Custos

Apesar do otimismo, o lecanemabe vem com ressalvas. Efeitos colaterais incluem reações à infusão, dor de cabeça, edema cerebral (ARIA-E) e micro-hemorragias (ARIA-H), que podem ser graves em até 20% dos casos. O risco é maior em pacientes com certas variantes genéticas, daí a exigência de testes prévios.
O custo é outro entrave: nos EUA, o tratamento anual chega a US$ 50 mil (cerca de R$ 269 mil), tornando-o inacessível para a maioria. No Brasil, não há previsão de incorporação ao SUS no curto prazo, limitando o acesso a planos de saúde ou pagamento particular. Críticos, como associações de pacientes, questionam se o benefício modesto justifica os riscos e o preço, especialmente em um país com desigualdades sociais.
Esperança Global e Debates no Brasil
Debates acalorados surgem sobre acessibilidade: enquanto entusiastas veem potencial para “domar” o Alzheimer como se faz com hipertensão (combinando remédio com estilo de vida saudável), céticos apontam o benefício limitado e os riscos cerebrais. No Brasil, onde o Alzheimer é a principal causa de demência, a aprovação reforça a urgência de prevenção: controle de fatores como pressão alta, diabetes, sedentarismo e sono ruim.
Em Busca de Comercialização e Estudos de Longo Prazo
O registro está oficializado, mas a comercialização depende da Eisai/Biogen – sem data confirmada para chegada às farmácias ou clínicas. O medicamento já é usado em 48 países, e especialistas aguardam dados de longo prazo para confirmar se a “faxina” constante estabiliza a doença por anos. Enquanto isso, o foco permanece na prevenção e no diagnóstico precoce, essenciais para maximizar o benefício de tratamentos como esse.
Essa aprovação é um raio de esperança em uma doença que rouba memórias e independência, mas reforça a necessidade de equidade no acesso. O Jornal 25News segue acompanhando a disponibilidade do lecanemabe e seus impactos na saúde pública brasileira.
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