Separar o lixo é apenas o primeiro passo, e São Paulo está tropeçando na execução. Um levantamento revela que até 40% dos materiais enviados às cooperativas da capital paulista são classificados como “rejeito” e descartados junto ao lixo comum. O motivo principal? O descarte de embalagens com resíduos orgânicos (sobras de comida e líquidos) que contaminam todo o lote de material reciclável.
A catadora Maria Audier, de 76 anos, resume o desafio diário na Cooperativa Crescer: “O material chega muito misturado. O que não dá para aproveitar, a gente deixa passar e acaba no aterro”.
Os Gargalos da Reciclagem na Capital 🧩

O sistema de gestão de resíduos em São Paulo enfrenta desafios técnicos e logísticos que impedem o avanço dos índices de reaproveitamento:
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Logística sem Separação: Os caminhões de coleta porta a porta não possuem divisórias internas. Sacos de papel, plástico e vidro são compactados juntos, o que aumenta o risco de quebra de vidros e contaminação cruzada.
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Mecanização Subutilizada: Embora a cidade possua duas centrais mecanizadas de última geração, elas operam com menos de 20% da capacidade devido à baixa qualidade do material recebido.
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Falta de Mercado: Itens como isopor e cotonetes, apesar de tecnicamente recicláveis, não têm valor comercial para a indústria e acabam descartados.
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Indústria Ausente: Especialistas apontam que a responsabilidade compartilhada — onde fabricantes ajudam a coletar o que produzem — ainda é tímida no Brasil.
O Que Muda em 2026: Metas Obrigatórias 📈
A partir do próximo ano, um decreto assinado pelo governo federal estabelece um novo rigor para a indústria brasileira:
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