A escassez de mão de obra qualificada está atingindo níveis críticos no Brasil! Uma sondagem da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) revela que a falta de trabalhadores qualificados já afeta 85,5% das indústrias gaúchas — o maior percentual já registrado! Para enfrentar esse gargalo, o Rio Grande do Sul (RS) e o Governo Federal estão em uma ofensiva para ampliar a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), com a promessa de criar 11 mil novas vagas na rede estadual já no próximo ano!
O Alarme da Indústria e o Problema Demográfico!

A crise de mão de obra no RS não é apenas um problema econômico; é um sintoma do problema demográfico e da falta de priorização do ensino técnico no passado.
- Falta de Profissionais: “Vivemos hoje, no Rio Grande do Sul e no país, uma grande escassez de mão de obra na indústria. Não se priorizou a educação de nível Médio profissionalizante”, analisa Susana Kakuta, diretora-geral do Sesi/Senai-RS. Ela aponta que o problema é agravado pelo envelhecimento da população e pela migração de quase um milhão de pessoas do Estado em 10 anos.
- PIB Acelerado: Uma pesquisa do Itaú Educação e Trabalho aponta que, se o Brasil triplicasse as atuais 2,5 milhões de matrículas, o PIB brasileiro cresceria 2,3% em razão do avanço na produtividade! As vantagens incluem ainda benefícios individuais: quem conta com um diploma técnico recebe, em média, salários 32% maiores!
A Nova Política: RS de Olho no Ensino Técnico Integrado!

Apesar de o Rio Grande do Sul ter uma força maior da iniciativa privada (Senai e Senac) na formação técnica, a expansão na rede pública é o principal gargalo a ser superado!
- 11 Mil Novas Vagas: A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) pretende dar um passo importante a partir de 2026, quando todas as 438 escolas de turno integral existentes hoje passarão a ter um curso técnico associado, oferecendo 11 mil novas vagas de EPT!
- Integração no Ensino Médio: A nova política aposta no modelo integrado, onde o aluno aprende as disciplinas tradicionais ao mesmo tempo em que aprende um ofício na mesma escola. O objetivo é desmentir a antiga crença de que o ensino técnico desvia o estudante da universidade! Os dados do Inep mostram que 44% dos alunos que combinam disciplinas tradicionais com a modalidade técnica ingressam no Ensino Superior, contra apenas 26% do ensino tradicional!
O Apoio Federal e a Esperança de Mais Recursos!
O Governo Federal também está de olho no ensino técnico! O MEC (Ministério da Educação) instituiu a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT), que prevê aumento de vagas, formação de educadores e o estímulo para os Estados aplicarem recursos por meio do programa Juros por Educação!
- Juros por Educação: O programa federal permite que os Estados utilizem o valor equivalente aos juros das dívidas refinanciadas para investimentos diretos na EPT! O RS ainda analisa a adesão a essa iniciativa, que pode criar 3 milhões de vagas em todo o país!
O esforço conjunto do governo e da iniciativa privada, com escolas como a Liberato Salzano (em Novo Hamburgo) que têm quase 100% dos alunos saindo empregados, é a esperança para que o Brasil triplique as matrículas no Ensino Técnico e garanta um futuro com mais produtividade e menos desigualdade!
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