O avanço da infraestrutura em São Paulo está custando muito caro para a população! A nutricionista Cristiane Sanches São Marcos, de 56 anos, está no centro de uma luta judicial contra o Metrô de São Paulo após as obras de expansão da Linha 2-Verde destruírem sua casa, na Vila Invernada, na Zona Leste! Cristiane perdeu a única fonte de renda com o aluguel do imóvel e, em meio ao drama, desenvolveu um “transtorno ansioso-depressivo”! O caso, que já tem um dossiê de 800 páginas e foi acionado no Ministério Público (MPSP), expõe a “covardia” na forma como a companhia lida com os moradores afetados.
O Pesadelo da Obra: Casa Destruída e Indenização Negada!

O pesadelo de Cristiane começou em 2022, quando sua inquilina deixou a casa na Rua Plácido de Castro, alegando que as obras do metrô tinham causado interferências. Vinte dias depois, a nutricionista tomou um susto: sua casa era uma das oito interditadas na mesma rua por causa da obra!
- Perda de Renda e IPTU: Cristiane relata uma série de transtornos: perdeu a fonte de renda decorrente do aluguel e, o que é mais revoltante, paga o IPTU do imóvel mesmo com a casa interditada!
- Dano Psicológico: “Desenvolvi um transtorno ansioso-depressivo por conta disso. É tamanha a covardia, a forma que eles agem”, desabafa a nutricionista. Ela denuncia que a companhia age de forma “opressiva” em relação aos moradores.
- Proposta Inaceitável: Em meio às tratativas, Cristiane diz que uma das propostas dos responsáveis pela obra seria o pagamento apenas do metro quadrado construído, deixando o terreno com os proprietários. “O solo ficou instável”, diz Cristiane. “Se eu não posso construir, o que eu vou fazer com o terreno? Eles têm que comprar e indenizar, para cada um viver a sua vida. E eles falaram que não”, lamenta!
A Resposta do Metrô: ‘Não Há Risco de Desabamento’

O Metrô afirma que oferece suporte aos moradores da região, como aluguel de moradias, hotéis e garagens.
- “Monitoramento Constante”: A companhia diz que as casas próximas às obras são monitoradas constantemente com vistorias técnicas.
- Reparos Iniciados: O Metrô alega que “não há risco de desabamento” e que os reparos já começaram a ser feitos.
- Benefício para 400 mil: A companhia também esclareceu que a obra da Linha 2-Verde emprega 6 mil pessoas e beneficiará 400 mil usuários por dia!
A nutricionista, no entanto, é enfática: “Não é isso. Mas nós queremos ser respeitados. Ninguém pode chegar e destruir as casas das pessoas e ficar por isso mesmo”. O caso é um símbolo da luta do pequeno proprietário contra o poder de grandes obras e a falta de sensibilidade na negociação de indenizações.
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