Com a popularização da Inteligência Artificial (IA), milhões de pessoas estão usando robôs para fazer terapia, mas um especialista da USP (Universidade de São Paulo) alerta para os riscos, principalmente para os adolescentes! Uma resposta imprecisa ou distorcida da IA pode funcionar como um gatilho para uma crise de saúde mental, com consequências que a gente nem consegue imaginar.
O Que Falta na Terapia com Robôs? A Conexão HUMANA!

A IA oferece comodidade e anonimato, e mais de 12 milhões de pessoas no Brasil já a usam para fazer terapia! Mas, para o professor da USP Arthur Guerra, a base da terapia é a relação humana!
- Sinais Não-Verbais: “Quando o paciente está frente a frente com o terapeuta, o que ele transmite não são só queixas e histórias. A leitura das pausas, dos silêncios, de um olho marejado… diz muito sobre o sofrimento daquele jovem”, explica Arthur Guerra. A IA simplesmente não é capaz de captar esses sinais não-verbais!
- Alucinações dos Robôs: Outro problema é que os chatbots (robôs de conversação) podem “alucinar”, ou seja, fornecer informações incorretas ou tendenciosas, o que pode ser um perigo para um adolescente que ainda não tem ferramentas para avaliar riscos com precisão.
- Diagnóstico Falho: Além disso, os bots podem falhar ao identificar uma questão mais grave, como a ideia de suicídio, a menos que a pessoa escreva a palavra expressamente. A tentativa de tirar a própria vida é a condição de maior urgência para a medicina, e a IA pode falhar nessa identificação!
A IA é Assertiva, Mas a Emoção é Essencial!

O professor Arthur Guerra reconhece que a IA pode ser mais assertiva em diagnósticos do que os próprios médicos. Se o adolescente busca um nome para um conjunto de sintomas, a máquina pode fornecer uma resposta rápida. Mas muitos problemas de saúde mental compartilham sintomas semelhantes. Daí a importância do olhar humano para separar o joio do trigo!
Mas e quanto às causas de um sofrimento? A IA seria capaz de chegar às raízes dele? O professor responde: Faltam às máquinas algo essencial: emoções. Um dos aspectos mais transformadores e curativos da terapia é justamente a conexão verdadeira entre terapeuta e paciente. “Isso, nenhuma inteligência artificial será capaz de fazer – não por enquanto, pelo menos”, afirma Arthur Guerra.
A IA pode ser uma grande ferramenta de apoio, mas não pode, por enquanto, substituir o terapeuta humano. O alerta é para que os adolescentes busquem ajuda profissional e que a conexão humana, a empatia e o olhar atento sejam a base para o tratamento da saúde mental!
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