Quando a fé é usada como palanque: a lição esquecida de Cristo
Por Mário Marcovicchio
Editorial

A presença dos governantes na “Marcha para Jesus” deste ano escancarou um problema que se repete com frequência cada vez maior: o uso da fé como palco político. Os personagens dessa cena lamentável são o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes.
Em meio a um evento que deveria ser marcado por espiritualidade, reflexão e união cristã, ambos apareceram erguendo a bandeira de Israel — um gesto que, além de politicamente desnecessário, foi profundamente desrespeitoso com o espírito da caminhada. A marcha leva o nome de Jesus, o Príncipe da Paz, e não pode ser sequestrada por discursos geopolíticos, partidarismos ou agendas externas.
Levantar a bandeira de Israel nesse contexto é um erro. Apontar o Irã — ou qualquer outro país — como inimigo em solo brasileiro é uma afronta à nossa tradição diplomática e à inteligência do nosso povo. O Brasil não está em guerra. O Brasil não precisa de inimigos escolhidos com base em alianças ideológicas. O Brasil é, e deve continuar sendo, um amigo da paz.
Jesus jamais usou símbolos políticos. Ele não marchou por bandeiras terrenas, nem escolheu lados entre nações. Ele veio anunciar um Reino que não é deste mundo — um reino de justiça, amor e reconciliação. Transformar um ato de fé coletiva em plataforma de confronto ideológico é trair o espírito do Evangelho.
Não podemos esquecer da passagem do Evangelho de João (2,13-22), quando Jesus entrou no templo e, ao ver que haviam transformado a casa de Deus em mercado, expulsou os vendedores e cambistas com firmeza:
“Tirai daqui essas coisas. Não façais da casa de meu Pai um mercado!”
É exatamente isso que assistimos hoje: a casa de Deus sendo usada como vitrine para discursos inflamados, alianças políticas e marketing eleitoral.
Infelizmente, parte das lideranças religiosas se calou — ou pior, aplaudiu. A igreja, que deveria ser abrigo dos humildes e espaço de unidade, vai se tornando refém de narrativas que excluem, dividem e inflamam. Não há espaço, nas palavras de Cristo, para esse tipo de protagonismo político travestido de fé.
Se há uma bandeira que deve ser erguida na Marcha para Jesus, é a da CRUZ. Uma CRUZ que não exclui. Uma Cruz que não alimenta ódio. Uma Cruz que simboliza o amor radical de um Deus que veio servir e não ser servido.
Que esse amor volte a ser o centro. Que CRISTO volte a ser o guia. Que o altar da FÉ não seja mais usado como palanque da vaidade ou da guerra.
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