Editorial – Versão Compacta
Ex-Presidentes Presos: O Naufrágio da República
Por Mário Marcovicchio – Editorial Olhar 360° – Jornal25News – Independente
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Domingo, 07 de Dezembro de 2025.

O Brasil chegou ao ponto em que a pergunta deixou de ser “quem será o próximo presidente?” para se tornar “qual ex-presidente será o próximo a ser preso?” Collor, Lula, Temer e Bolsonaro formam um retrato cruel: quando todos os ex-presidentes viram réus ou presos, não é apenas a biografia deles que ruí — é a confiança do país em si mesmo.
A cada prisão, soltura, anulação ou nova acusação, metade da nação comemora e a outra metade desconfia. A lei parece valer para todos, mas nunca da mesma forma. O resultado é uma República cansada, com instituições que se chocam como navios à deriva: Executivo, Legislativo e Judiciário disputam protagonismo em vez de estabilidade.
Para o investidor, esse ambiente é tóxico. Regras que mudam, decisões retroativas e crises políticas permanentes afastam capital, inibem projetos e encarecem o futuro. O mundo observa e conclui: o topo do poder no Brasil é estruturalmente instável.
Não se trata de defender ou condenar Lula, Bolsonaro, Collor ou Temer. Trata-se de reconhecer que nenhum país avança quando todos os seus ex-presidentes se transformam em símbolos de crise. Sem regras claras, segurança jurídica e um pacto mínimo de civilidade institucional, o Brasil continuará girando em falso — entre salvadores da pátria e tragédias anunciadas.
A pergunta que sobra é simples:
Queremos ser um país que prende todos os seus ex-presidentes, ou um país que finalmente consegue eleger líderes que não precisem ser presos?
Enquanto não houver resposta, seguimos navegando em mar revolto.
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Versão original
Editorial Mario Marcovicchio : Ex-Presidentes do Brasil Presos: Lula, Bolsonaro, Collor e Temer. O naufrágio da República.
- Quando todos os ex-presidentes viram réus ou presos, não é só a biografia deles que desmorona — é a confiança do investidor, do cidadão e do mundo na capacidade do Brasil de se governar.
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Domingo, 07 de Dezembro de 2025.
Por Mário Marcovicchio – Editorial Olhar 360° – Jornal25News – Independente

O Brasil chegou a um ponto em que a pergunta deixou de ser “quem é o próximo presidente?” para se tornar “qual ex-presidente será o próximo a ser preso?”. A sucessão de prisões, detenções e processos envolvendo Fernando Collor de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer e Jair Bolsonaro é mais do que um alinhamento trágico de biografias: é um raio-X brutal da insegurança jurídica, da instabilidade política e da fragilidade institucional do país.
Não se trata apenas do destino de quatro personagens. Trata-se da mensagem que o Brasil envia ao mundo:
“Aqui, até quem chegou ao topo pode cair – mas ninguém sabe exatamente se caiu pela lei, pela política, ou pelas duas coisas misturadas.”
1. Política em chamas: quando o topo da República vai parar no banco dos réus
À primeira vista, a prisão ou condenação de ex-presidentes pode parecer um sinal de avanço civilizatório: “a lei vale para todos”. Em tese, é a imagem de um Judiciário autônomo, capaz de alcançar quem antes era intocável.
Mas o outro lado da moeda é devastador:
- Cada decisão é lida pela metade do país como justiça, e pela outra metade como perseguição política.
- Cada operação, delação, anulação de sentença ou mudança de entendimento jurídico aprofunda a sensação de que as regras mudam conforme o personagem em julgamento.
- A disputa aberta entre poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – transforma o que deveria ser equilíbrio institucional em guerra permanente.
O legado da Lava Jato é o melhor exemplo desse paradoxo. De um lado, revelou a promiscuidade histórica entre Estado e grandes grupos econômicos. De outro, abriu feridas difíceis de cicatrizar: decisões anuladas, métodos questionados, protagonismo de juízes e procuradores, e uma sensação de que nem o certo é definitivamente certo, nem o errado é definitivamente errado.
O resultado é uma democracia exausta, onde a frase “ninguém está acima da lei” convive com a sensação de que ninguém sabe qual é, de fato, a lei de amanhã.
2. Economia sob pressão: quem investe onde as regras mudam no meio do jogo?
Para o investidor – brasileiro ou estrangeiro – não há nada mais tóxico do que imprevisibilidade. E o Brasil se especializou nisso.
O país convive com:
- Overregulation: excesso de normas, portarias, resoluções e canetadas que se sobrepõem e se contradizem.
- Mudanças retroativas: decisões judiciais e administrativas que reescrevem contratos depois do jogo começar.
- Intervenções abruptas em setores inteiros, criando vencedores e perdedores por decreto.
Quando a política entra em turbulência e o sistema de Justiça passa a ser visto como um campo de batalha – e não como porto seguro –, o reflexo é imediato:
- Aumenta o risco-país.
- Sobe o custo do capital.
- Encarece o crédito.
- Cai o apetite por projetos de longo prazo.
O capital faz o que sempre fez na história: foge para onde o contrato é respeitado e a lei é estável. Leva junto empresas, cérebros, tecnologia, empregos e arrecadação. Ficam os discursos patrióticos – e a conta, que sobra para quem não pode sair.
3. Credibilidade internacional: o Brasil entra na vitrine, mas pelo motivo errado
No cenário internacional, a imagem do Brasil oscila entre potência em potencial e país problema. Um gigante que nunca decide se quer ser referência ou advertência.
Quando ex-presidentes aparecem repetidamente associados a corrupção, conspirações ou tentativas de ruptura institucional, o recado é claro:
“Esse é um país onde o topo do poder é estruturalmente instável.”
Ao mesmo tempo, cresce lá fora a percepção de que o Brasil convive com dois extremos perigosos:
- Elites políticas que se comportam como se estivessem acima da lei, e
- Um Judiciário acusado de ativismo e interpretações voláteis, capaz de redesenhar a política a cada decisão monocrática.
Na linguagem fria das agências de rating, isso se traduz em rebaixamentos, alertas e relatórios desconfiados. Na linguagem dos negócios, significa cláusulas extras, seguro mais caro, investidores mais exigentes – ou simplesmente ausência de investidores.
4. Ou o Brasil faz um pacto mínimo, ou continuaremos girando em falso
A grande pergunta deste editorial não é se Lula, Bolsonaro, Collor ou Temer são culpados ou inocentes em cada processo. Isso cabe à Justiça – desde que atue com regras claras, previsíveis e aplicadas de forma igual para todos.
A questão central é outra:
Um país sobrevive politicamente e decola economicamente quando todos os seus ex-presidentes são símbolos de crise?
A resposta, infelizmente, é óbvia.
O Brasil precisa de um pacto mínimo de civilidade institucional. Não é pacto para blindar ninguém, nem para abafar escândalos. É o contrário:
- Regras claras e estáveis para eleições, partidos, financiamento de campanha e atuação dos poderes.
- Limites objetivos à discricionariedade, tanto de governantes quanto de juízes e tribunais.
- Segurança jurídica que não dependa do CEP, do cargo, do partido ou do humor do momento.
- Reformas estruturais que simplifiquem o ambiente de negócios, reduzam a burocracia e permitam planejar a 10, 20, 30 anos.
Sem isso, continuaremos presos ao ciclo vicioso em que:
- elegemos salvadores da pátria,
- assistimos sua queda em meio a escândalos,
- radicalizamos o debate,
- e empurramos o país mais alguns anos para trás.
O naufrágio da República não acontece em um único dia, com uma única decisão. Ele é feito de mil pequenas rachaduras – jurídicas, políticas, econômicas – que vão se acumulando até o casco não aguentar mais.
A pergunta que fica para o leitor é simples e brutal:
Queremos ser a nação que prende todos os seus ex-presidentes – ou a que finalmente consegue eleger líderes que não precisem ser presos?
Enquanto não houver resposta coletiva para isso, seguiremos navegando em mar revolto, com a sensação permanente de que o próximo tombo é só uma questão de tempo.
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