O observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, arcebispo Étienne de Germay, fez um forte apelo durante a 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em discurso oficial, ele pediu o fim imediato do uso de “linguagem de ódio e vingança” nas crises internacionais e criticou a “desproporção absurda” entre gastos militares globais e recursos destinados à ajuda humanitária.
Principais pontos do discurso do Vaticano

- Linguagem de ódio e vingança: “Palavras que incitam à vingança, à demonização do outro ou à glorificação da violência não constroem paz — elas a destroem antes mesmo do primeiro tiro. A diplomacia verdadeira começa com o respeito à dignidade de todo ser humano, mesmo aquele que consideramos inimigo.”
- Desproporção militar x humanitária: – Gastos militares globais em 2025: US$ 2,47 trilhões (aumento de 6,8% em relação a 2024). – Ajuda humanitária internacional: US$ 38 bilhões (queda real de 9% quando ajustada pela inflação e pelas necessidades crescentes). – O arcebispo chamou a relação de “escândalo moral” e pediu que pelo menos 1% dos orçamentos militares seja redirecionado para fundos humanitários.
- Dor das guerras como “grito diante de Deus”: O Papa Leão XIV, em mensagem enviada especialmente para a sessão, classificou a dor causada pelas guerras atuais (Oriente Médio, Ucrânia, Sudão, Myanmar e Haiti) como “um grito que chega aos céus e não pode ser ignorado pela comunidade internacional”.
Contexto
- A Santa Sé tem adotado uma postura cada vez mais ativa na diplomacia multilateral, especialmente após a eleição de Leão XIV em 2025.
- O Vaticano tem mediado discretamente contatos entre partes em conflito (notadamente no Oriente Médio e em alguns focos africanos) e defendido consistentemente o cessar-fogo, a proteção de civis e a negociação como único caminho ético.
- O discurso em Genebra foi recebido com aplausos moderados por delegações europeias e latino-americanas, mas com visível desconforto por parte de representantes de países com altos gastos militares (EUA, China, Rússia, Índia e Israel).
Repercussão

- ONU: secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, agradeceu a intervenção do Vaticano e reforçou que “a linguagem de ódio está custando vidas reais”.
- Governo brasileiro: o Itamaraty manifestou apoio à posição da Santa Sé, destacando o papel do Brasil como tradicional defensor do multilateralismo e da solução pacífica de controvérsias.
- Críticas: alguns governos e analistas consideraram o discurso “ingênuo” ou “moralista demais” em um mundo marcado por realismo geopolítico e conflitos armados ativos.
Até Agora
A Santa Sé reforça sua tradição de atuar como “voz moral” na arena internacional, pedindo que a diplomacia volte a ser instrumento de diálogo e não de escalada. O apelo do Papa Leão XIV — “a dor das guerras é um grito diante de Deus” — ecoa como um lembrete de que, por trás de números de gastos militares e estatísticas de vítimas, há sempre sofrimento humano concreto.
O Jornal 25News acompanhará as próximas intervenções do Vaticano em fóruns multilaterais e eventuais iniciativas concretas de mediação. Porque, quando um conflito parece distante, mas a linguagem de ódio e vingança se espalha, o que está em risco não é só a paz entre nações — é a própria humanidade que compartilhamos. E em 2026, a Santa Sé continua lembrando que o primeiro passo para a paz começa com palavras que constroem, e não com palavras que destroem.
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