Crise na Azzurra: Gattuso deixa o comando da Itália após nova eliminação nas Eliminatórias da Copa
Treinador entregou o cargo na esteira das renúncias do presidente da federação e de Gianluigi Buffon. Seleção italiana ficará de fora do Mundial pela terceira vez consecutiva.
Por Mário Marcovicchio
Centro histórico da Cidade de SP 4 de abril de 2026

A era de Gennaro Gattuso no comando da seleção italiana chegou ao fim. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) oficializou a saída do treinador nesta sexta-feira, dias após a dolorosa derrota para a Bósnia e Herzegovina na final da repescagem, que selou a ausência da Itália na Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
A queda de Gattuso é o capítulo mais recente de uma profunda crise que assola os bastidores do futebol no país. A eliminação nos pênaltis em Zenica, após a equipe deixar escapar uma vantagem de 1 a 0 jogando com apenas 10 homens em campo, desencadeou um efeito dominó: um dia antes do anúncio do técnico, o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, e o chefe da delegação da seleção nacional, o ídolo Gianluigi Buffon, já haviam renunciado aos seus cargos.
“Coração pesado”
Em comunicado oficial, o ex-volante e campeão do mundo de 2006 lamentou o fracasso, mas ressaltou o orgulho de ter comandado a equipe.
“Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que havíamos traçado, considero que meu tempo no comando da seleção nacional chegou ao fim. A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é correto facilitar futuras avaliações técnicas com efeito imediato. Foi uma honra liderar a seleção nacional e fazê-lo com um grupo de rapazes que demonstraram comprometimento e lealdade.”
A FIGC confirmou que a rescisão ocorreu em comum acordo e agradeceu a Gattuso e sua equipe técnica pelo “profissionalismo, dedicação e paixão com que trabalharam nos últimos nove meses”.
Uma passagem curta e a maldição da repescagem
Gattuso foi contratado em junho de 2025, com um vínculo de apenas um ano, assumindo a dura missão de substituir Luciano Spalletti — demitido após uma derrota acachapante por 3 a 0 para a Noruega na estreia da fase de grupos.
Sob a batuta de Gattuso, a Itália ensaiou uma reação e venceu cinco jogos consecutivos. No entanto, prejudicada pelo saldo de gols inferior ao da Noruega (que ainda aplicou um 4 a 1 sobre os italianos no San Siro no último jogo da chave), a tetracampeã mundial foi empurrada novamente para a repescagem.
A esperança ressurgiu após uma vitória tranquila por 2 a 0 sobre a Irlanda do Norte na semifinal. Contudo, o roteiro trágico que já havia assombrado o país nas duas últimas eliminatórias se repetiu na Bósnia, consolidando o declínio de uma seleção que, desde o título mundial em 2006, só colecionou vexames em Copas do Mundo (duas eliminações na fase de grupos e três ausências). Nem mesmo o lampejo de sucesso com a conquista da Euro 2020 foi suficiente para estancar a queda.
Quem assume a reconstrução?
Com o cenário de terra arrasada, a imprensa italiana já debate os favoritos para assumir o peso da prancheta azzurra e iniciar um novo ciclo de longo prazo. Entre os nomes mais fortes nos bastidores estão:
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Massimiliano Allegri: Atual técnico do Milan, é visto como um nome de peso e vasta experiência tática.
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Antonio Conte: Atual comandante do Napoli, possui a vantagem de já conhecer profundamente o cargo. Conte dirigiu a seleção italiana entre 2014 e 2016, levando a equipe até as quartas de final da Eurocopa.
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