BRASIL FAZ HISTÓRIA E CONQUISTA DOIS OUROS INÉDITOS NO MUNDIAL DE GINÁSTICA RÍTMICA
Seleção brasileira vence as finais das cinco bolas e da série mista em Frankfurt, garante duas notas de 29.450 e encerra campanha histórica com dois ouros, um bronze e vaga antecipada para Los Angeles 2028
Centro Histórico da Cidade de SP, 18 de agosto de 2026
Redação 25NEWS
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
O Brasil escreveu uma das páginas mais importantes de sua história na ginástica rítmica. No domingo, 16 de agosto, o conjunto brasileiro conquistou duas medalhas de ouro inéditas no Campeonato Mundial de Frankfurt, na Alemanha, vencendo tanto a final da série de cinco bolas quanto a série mista, com três arcos e dois pares de maças. Foram os primeiros títulos mundiais do país na modalidade.
Na final das cinco bolas, as brasileiras fizeram uma apresentação praticamente perfeita ao som de “Feeling Good” e receberam 29.450 pontos, superando a China, com 28.900, e a Bulgária, com 28.400. A pontuação foi a maior registrada na temporada.
Horas depois, veio mais um momento histórico. Na série mista, ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga, o Brasil voltou a marcar 29.450 pontos e conquistou o segundo ouro. A Espanha ficou com a prata, com 29.050, e a Bulgária levou o bronze, com 28.750.
A campanha brasileira já era histórica antes das finais. No sábado, 15, o conjunto havia conquistado a medalha de bronze no geral, somando 55.500 pontos. Espanha, com 57.450, e Japão, com 56.700, ficaram com ouro e prata. O resultado garantiu ao Brasil uma vaga antecipada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
O Mundial terminou, portanto, com dois ouros, um bronze e a classificação olímpica, a melhor campanha brasileira da história da competição.
LEITURA INTEGRAL
UM DOMINGO QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA
O dia 16 de agosto de 2026 entrou definitivamente para a história da ginástica brasileira.
No Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica de Frankfurt, o Brasil conquistou não apenas sua primeira medalha de ouro em Mundiais, mas duas no mesmo dia.
A primeira veio na final das cinco bolas.
A segunda, horas depois, na série mista de três arcos e dois pares de maças.
O feito confirmou a ascensão do conjunto brasileiro, que já vinha colecionando resultados expressivos no ciclo internacional.
BRASIL SAI DA OITAVA POSIÇÃO PARA O OURO
A conquista na série de cinco bolas ganhou contornos ainda mais impressionantes pela maneira como aconteceu.
No sábado, durante a disputa do conjunto geral, o Brasil cometeu uma falha importante nessa apresentação e recebeu 26.800 pontos.
A pontuação deixou a equipe apenas na oitava e última posição de classificação para a final por aparelhos.
No domingo, porém, a história foi completamente diferente.
As brasileiras voltaram ao tablado sem repetir o erro.
Executaram a série com precisão e segurança.
O resultado foi uma nota de 29.450 pontos.
Era o primeiro ouro mundial da história do Brasil na ginástica rítmica.
PÓDIO DAS CINCO BOLAS
1º — Brasil: 29.450 pontos
2º — China: 28.900 pontos
3º — Bulgária: 28.400 pontos
A Ucrânia terminou em quarto, com 28.300, enquanto a Espanha, que havia liderado essa apresentação no conjunto geral, ficou na quinta colocação da final, com 27.450.
“FEELING GOOD” EMBALA O PRIMEIRO TÍTULO
A apresentação das cinco bolas foi realizada ao som de “Feeling Good”, composição de Anthony Newley e Leslie Bricusse que ganhou inúmeras versões e foi utilizada pelo conjunto brasileiro na gravação popularizada por Michael Bublé.
A coreografia combinou lançamentos, trocas de aparelhos, movimentos corporais e sincronia entre as ginastas.
A nota de 29.450 colocou o Brasil no topo do mundo.
Mas o domingo ainda reservaria outro ouro.
SEGUNDO OURO VEM HORAS DEPOIS
Na final da série mista, o conjunto brasileiro voltou ao tablado.
Desta vez, a apresentação utilizava três arcos e dois pares de maças, ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga.
O Brasil novamente realizou uma apresentação de altíssimo nível.
E novamente apareceu a mesma nota no placar:
29.450 pontos.
O resultado garantiu ao país o segundo título mundial no mesmo dia.
PÓDIO DA SÉRIE MISTA
1º — Brasil: 29.450 pontos
2º — Espanha: 29.050 pontos
3º — Bulgária: 28.750 pontos
A diferença entre Brasil e Espanha foi de quatro décimos.
A Bulgária novamente apareceu no pódio, confirmando a tradição do país na modalidade.
DUAS VEZES 29.450
Um dos dados mais impressionantes da campanha brasileira foi a repetição da pontuação.
O conjunto recebeu exatamente 29.450 pontos nas duas finais disputadas no domingo.
Na série de cinco bolas, o resultado representou a melhor pontuação da temporada.
Na série mista, o Brasil voltou a apresentar nível suficiente para superar algumas das maiores potências mundiais da modalidade.
QUEM SÃO AS “LEOAS” DO BRASIL
O conjunto brasileiro que disputou o Mundial foi formado por Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi, sob o comando da treinadora Camila Ferezin.
As atletas ficaram conhecidas como as “Leoas”, apelido adotado pelo conjunto brasileiro durante sua trajetória internacional.
A equipe chegou a Frankfurt com uma meta fundamental: conquistar uma das vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Conseguiu.
E foi muito além.
BRONZE NO GERAL GARANTIU LOS ANGELES 2028
Um dia antes dos dois títulos, o Brasil já havia alcançado outro resultado histórico.
No sábado, 15 de agosto, a seleção conquistou a medalha de bronze no conjunto geral, prova que soma as notas das duas apresentações. (CBG)
O Brasil terminou com 55.500 pontos.
A Espanha ficou com o ouro ao somar 57.450.
O Japão conquistou a prata, com 56.700.
CLASSIFICAÇÃO DO CONJUNTO GERAL
1º — Espanha: 57.450 pontos
2º — Japão: 56.700 pontos
3º — Brasil: 55.500 pontos
Os três países garantiram classificação antecipada para a competição de conjuntos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Assim, o Brasil chegará ao próximo ciclo olímpico com uma equipe que não apenas garantiu presença, mas passou a ocupar posição de destaque entre as principais seleções mundiais.
DA FALHA AO TÍTULO MUNDIAL
A trajetória brasileira entre sábado e domingo resume bem a capacidade de reação do conjunto.
Na apresentação das cinco bolas válida pelo geral, houve uma falha e a nota ficou em 26.800.
Mesmo assim, a boa apresentação na série mista, com 28.700, ajudou o Brasil a atingir os 55.500 pontos necessários para conquistar o bronze.
No dia seguinte, quando as notas foram zeradas para as finais por aparelhos, as brasileiras voltaram ao tablado para uma nova oportunidade.
E aproveitaram.
Na série de cinco bolas, saltaram de 26.800 para 29.450 pontos.
O oitavo lugar da classificatória transformou-se em ouro mundial.
EVOLUÇÃO DO BRASIL NÃO COMEÇOU EM FRANKFURT
Os títulos de 2026 representam o ponto mais alto de um processo de crescimento que vinha sendo construído nos últimos anos.
No Mundial de 2025, disputado no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou suas primeiras medalhas da história em Mundiais de conjunto.
Foram duas pratas: uma no conjunto geral e outra na série mista.
O resultado já havia colocado o país entre as principais forças internacionais da modalidade.
Em 2026, a seleção avançou mais um degrau.
Chegou ao ouro.
CAMILA FEREZIN COMANDA A TRANSFORMAÇÃO
A técnica Camila Ferezin está no centro desse trabalho de transformação da ginástica rítmica brasileira.
A treinadora recordou após a conquista que, quando assumiu a seleção, o Brasil ocupava uma posição muito mais distante das maiores potências e que o avanço foi construído durante anos de treinamento, erros, correções e persistência.
O resultado em Frankfurt materializou esse projeto.
O Brasil passou de candidato a finais e pódios para campeão mundial.
BRASIL TERMINA COM TRÊS MEDALHAS
A campanha em Frankfurt terminou com:
🥇 Ouro — cinco bolas
🥇 Ouro — série mista
🥉 Bronze — conjunto geral
Além das três medalhas, o bronze no geral garantiu a classificação para Los Angeles 2028.
Foi a melhor participação brasileira da história de um Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica.
BRASIL ENTRE OS DESTAQUES DO QUADRO DE MEDALHAS
Com duas medalhas de ouro e uma de bronze, o Brasil encerrou o Mundial de Frankfurt na segunda posição do quadro de medalhas, atrás apenas da Alemanha, anfitriã da competição. (Globo Esporte)
O desempenho colocou o país à frente de tradicionais potências da ginástica rítmica em número de títulos conquistados nesta edição.
UM NOVO PATAMAR PARA A GINÁSTICA BRASILEIRA
Os resultados de Frankfurt mudam o patamar internacional do conjunto brasileiro.
Em 2025, o Brasil conseguiu suas primeiras medalhas em Mundial.
Em 2026, conquistou seus primeiros títulos.
E, no mesmo campeonato, garantiu a presença nos Jogos Olímpicos de 2028.
A sequência mostra que os resultados deixaram de ser episódios isolados.
O Brasil passou a disputar títulos diretamente contra países que tradicionalmente dominam a ginástica rítmica mundial.
DE FRANKFURT PARA LOS ANGELES
A próxima grande meta já está definida.
Los Angeles 2028.
O bronze no conjunto geral garantiu antecipadamente a vaga brasileira na competição olímpica por equipes.
A ginástica rítmica olímpica terá provas individuais e de conjunto, e o Brasil chegará ao próximo ciclo carregando um resultado que muda suas expectativas.
Depois de conquistar duas medalhas de ouro mundial, a seleção deixa de viajar apenas com o objetivo de participar ou chegar a finais.
Passa a ter argumentos esportivos para sonhar com algo ainda maior.
UMA CAMPANHA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA
Frankfurt 2026 ficará marcado como o Mundial em que o Brasil rompeu uma barreira.
Primeiro veio o bronze.
Depois, a vaga olímpica.
Em seguida, o primeiro ouro.
Poucas horas mais tarde, o segundo.
O saldo final foi de dois títulos mundiais, uma medalha de bronze e a passagem garantida para Los Angeles 2028.
O Brasil chegou à Alemanha buscando confirmar sua evolução.
Saiu de Frankfurt como campeão mundial de ginástica rítmica.
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Fontes: Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Federação Internacional de Ginástica (FIG), Olympics.com, Folha de S.Paulo, ge e Lance!.





















































