Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 18 de agosto de 2026
Ver o comércio popular do centro da capital ser usado como vitrine para encher o bolso de quadrilhas que vendem mercadorias contrabandeadas e sem qualquer controle sanitário é um tapa na cara do consumidor e do comerciante honesto que paga seus impostos em dia.
Nesta terça-feira (18), a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram uma grande ofensiva no coração de São Paulo para desmantelar um esquema bilionário de contrabando, falsificação e lavagem de dinheiro.
A ENGRENAGEM DO FATO: Batizada de Operação Barão da Amizade, a ação mobilizou agentes federais e auditores fiscais para cumprir 17 mandados de busca e apreensão nos principais polos comerciais da região central: Brás, Liberdade e na famosa região da Rua 25 de Março.
Entre os alvos das buscas estão endereços estratégicos do comércio popular, como boxes na Galeria Pajé, depósitos na Rua Monsenhor Andrade (no Brás) e estabelecimentos na Rua Galvão Bueno (na Liberdade).
As investigações revelaram que o grupo criminoso trazia ilegalmente para o Brasil cosméticos, perfumes, produtos farmacêuticos e até cigarros eletrônicos vindos das fronteiras com o Uruguai e o Paraguai.
Todos os itens eram comercializados no atacado e no varejo sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem o recolhimento dos impostos devidos. Para esconder as fortunas acumuladas com o crime, a organização utilizava contas de empresas de fachada e laranjas.
VOZES E ANÁLISE: A operação é nacional e cumpre ao todo 30 mandados de busca e apreensão em diversos estados, além do bloqueio judicial de até R$ 37,8 milhões em contas bancárias e bens dos investigados.
Especialistas em saúde pública e direito do consumidor alertam que o perigo vai muito além do prejuízo financeiro aos cofres públicos. Cosméticos, maquiagens e produtos de tratamento sem registro na Anvisa podem conter substâncias tóxicas, metais pesados e compostos proibidos que causam queimaduras, reações alérgicas graves e contaminações. O barato sai caro, e quem paga a conta com a própria saúde é o trabalhador desavisado.
DADOS OFICIAIS:
- Nome da Operação: Operação Barão da Amizade (Polícia Federal e Receita Federal).
- Alvos em São Paulo: 17 mandados de busca e apreensão no Brás, Liberdade e 25 de Março (incluindo Galeria Pajé).
- Bloqueio de Bens: R$ 37,8 milhões em contas e patrimônio congelados pela Justiça Federal.
- Crimes Apurados: Contrabando, descaminho, crime contra a saúde pública, falsificação e lavagem de dinheiro.
- Infração Sanitária: Produtos e medicamentos sem registro ou autorização da Anvisa.
O RIGOR DA LEI: O cidadão de bem exige ordem no comércio e tolerância zero com quem transforma a saúde pública em balcão de negócios ilícitos. Quem traz mercadoria clandestina para vender no centro da cidade não está “apenas trabalhando”; está alimentando o crime organizado, sonegando recursos que deveriam ir para a saúde e colocando em risco a pele e a vida de milhares de paulistanos.
A lei precisa ser pesada e implacável. Os responsáveis por esse esquema precisam ter seus bens confiscados para ressarcir a sociedade, e as lojas que servem de fachada para a venda de produtos proibidos devem ser interditadas definitivamente. O centro de São Paulo pertence ao trabalhador e ao comerciante legalizado, não aos barões do contrabando.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a fiscalização nos grandes centros de compras populares de São Paulo deveria ser permanente para banir de vez os produtos sem registro, ou a responsabilidade final de checar a procedência deve ser do próprio consumidor?
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