Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 27 de junho de 2026.
Você que rala de sol a sol, que passa o seu Bilhete Único no validador para andar em ônibus lotados e sucateados da Zona Leste, sabe o peso de cada centavo conquistado com honestidade. Mas, longe das vistas do cidadão comum, nos tribunais clandestinos do crime organizado, a tarifa que você paga com o suor de sua testa vira moeda de troca para decidir quem vive e quem morre entre as elites da política e do narcotráfico.
A sensação de nojo e revolta que consome o povo de São Paulo, ganhou um novo capítulo estarrecedor nesta sexta-feira, com a revelação de detalhes assustadores sobre a Operação Última Parada, que colocou o vereador Senival Moura (PT) atrás das grades.
Investigações do Ministério Público e da Polícia Civil apontam que o parlamentar, que cumpre seu sexto mandato na Câmara Municipal, foi julgado e “condenado à morte” pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), mas conseguiu comprar sua própria vida, entregando a cabeça de seu sócio em uma bandeja.
A ENGRENAGEM DA SENTENÇA: A engrenagem dessa trama macabra, começou a rodar após a cúpula do PCC descobrir um rombo milionário nos caixas da concessionária de ônibus Transunião. O estopim da crise interna, foi a revelação de que Adauto Soares Jorge, então presidente da empresa, estava desviando recursos da facção para abastecer um “caixa dois” milionário, destinado a financiar a campanha de reeleição de Senival Moura em 2020.
Para a organização criminosa, que gerencia as linhas de transporte da periferia como uma grande multinacional do tráfico, o desfalque financeiro foi visto como traição imperdoável. Tanto o vereador — apelidado nas planilhas do crime como “velhinho”, “véio” ou “presidente” — quanto Adauto, foram sentenciados ao fuzilamento pelo temido “tribunal do crime”.
O PREÇO DO PERDÃO: A diferença entre a vida e a morte, no entanto, foi decidida pelo peso do bolso e pelo prestígio político. Segundo as autoridades, Senival Moura conseguiu que a sua pena de morte, fosse revogada graças à sua enorme influência junto ao poder público e, principalmente, à sua capacidade financeira de ressarcir o prejuízo financeiro causado ao bando.
Contudo, para que o perdão fosse sacramentado pela sintonia final do PCC, o vereador teve de pagar um preço moral asqueroso: aceitar e consentir com a execução de seu próprio aliado e comparsa. Com o aval silencioso do político, Adauto Soares Jorge, foi atraído para uma emboscada covarde e crivado de balas na Zona Leste de São Paulo, em março de 2020.

O assassinato, que por anos pareceu um crime comum, era na verdade a engrenagem de um pacto de sangue para manter as linhas do transporte operando a favor do crime.
DADOS OFICIAIS:
Alvo do Perdão: Vereador Senival Moura (PT), acusado de lavagem de capitais e associação com o crime organizado.
A Vítima Executada: Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, assassinado em março de 2020 na Zona Leste paulistana.
Motivo do Julgamento: Desvio e ocultação de mais de R$ 2,4 milhões entre os valores movimentados pela diretoria e os rendimentos oficialmente declarados para fins de campanha política.
Base Legal: Inquéritos policiais conduzidos pelo Deic e denúncia criminal do Ministério Público com base na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013).
O RIGOR DA LEI: Não dá mais para tolerarmos, que a nossa democracia municipal seja um mero joguete nas mãos de criminosos que lavam dinheiro de sangue no asfalto da nossa cidade.
Como é possível aceitar que um vereador eleito pelo povo de bem, que deveria fiscalizar os recursos públicos e defender as comunidades da Zona Leste, participe de julgamentos do PCC e saia perdoado, após concordar com o fuzilamento de um comparsa? A cassação de Senival Moura por quebra de decoro parlamentar na Câmara de São Paulo não é mais uma questão política; é uma obrigação moral urgente e intransigente.
A Justiça brasileira precisa agir com o máximo rigor, aplicando o confisco integral do patrimônio milionário acumulado pelo parlamentar sob laranjas e empresas de fachada. O trabalhador paulistano, que acorda de madrugada sob o risco de assaltos, não merece financiar com seus impostos o palanque de quem se curva diante das ordens de facções.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a Câmara Municipal de São Paulo, deve cassar imediatamente e sem manobras políticas o mandato do vereador, acusado de negociar a própria vida com o tribunal do PCC, ou o parlamento deve aguardar o fim do processo judicial definitivo?
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