Centro Histórico da Cidade de SP, 22 de Junho de 2026
Tensão no Oriente Médio: EUA e Irã negociam na Suíça sob sombra de ameaças de Trump
Enquanto os Estados Unidos e o Irã tentam avançar em um histórico acordo de paz, o clima de instabilidade no Oriente Médio atingiu um novo pico neste domingo (21). Representantes dos dois países se reuniram na Suíça para discutir os termos de um memorando de entendimento, mas as conversas estão sendo pressionadas pela guerra no Líbano e pelas ameaças públicas do presidente Donald Trump.
O impasse nas negociações
A reunião de 80 minutos focou na implementação de um pacto abrangente para pacificar a região. Contudo, o governo iraniano deixou claro que não avançará para a fase final do acordo enquanto o conflito no Líbano não terminar.
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Exigência iraniana: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, reforçou que o encerramento da guerra em todas as frentes é uma condição indispensável.
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Pauta econômica: Além da segurança, o Irã busca discutir a liberação de fundos congelados e o fim das sanções que bloqueiam suas exportações de petróleo.
Trump endurece o discurso
Mesmo com o otimismo demonstrado pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, que lidera a delegação na Suíça e prometeu uma nova fase nas relações entre os dois países, Donald Trump subiu o tom contra Teerã.
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Nova ameaça: O presidente americano acusou o Irã de usar o Hezbollah para causar problemas no Líbano e ameaçou realizar bombardeios ainda mais fortes do que os ocorridos na semana passada caso o país não controle seu grupo aliado.
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Resposta iraniana: O chefe do Parlamento iraniano, MB Ghalibaf, minimizou as ameaças de Trump, afirmando que o país não se intimida e que suas forças armadas estão prontas para responder à altura.
Israel mantém posição no Líbano
O cenário é complicado pela postura de Israel, que segue irredutível quanto à sua presença militar em solo libanês.
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Promessa de ocupação: O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reafirmou que o país não retirará suas tropas da zona de segurança no sul do Líbano, alegando necessidade de eliminar ameaças.
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Reação do Hezbollah: O grupo libanês mantém o confronto e cobra que os Estados Unidos usem sua influência para obrigar Israel a interromper as agressões, alegando que o apoio americano é o que sustenta a atual ocupação.
A situação ganha contornos ainda mais críticos após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, uma decisão que desafia o memorando que previa o tráfego livre na região pelos próximos 60 dias.
























































