O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, rebateu duramente, na manhã desta terça-feira (18/02), o pedido do ex-presidente da Fiesp Paulo Skaf para adiar o debate sobre a redução da jornada de trabalho. Em reunião fechada com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Alckmin classificou o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de folga) como “uma tendência mundial irreversível” e defendeu que o Brasil precisa se alinhar a ela para manter competitividade e qualidade de vida.
Principais pontos da fala de Alckmin (transcritos por assessores presentes)

- “A escala 6×1 é resquício do século passado. Países desenvolvidos já aboliram ou limitaram severamente esse modelo há décadas. Alemanha, França, Japão, Coreia do Sul e até a China em setores de alta tecnologia já adotam jornadas de 5 dias ou menos. Quem fica para trás é quem resiste à mudança.”
- “Não se trata de reduzir produção — trata-se de produzir melhor, com gente mais descansada, menos acidentes, menos absenteísmo e maior inovação. A produtividade por hora trabalhada no Brasil é baixa justamente porque as pessoas trabalham exaustas.”
- “O governo não vai recuar. Vamos avançar com a regulamentação da redução progressiva da jornada para 44 horas semanais em 2027, com transição até 44 horas efetivas em 2030, mantendo o mesmo salário.”
Acordos assinados na reunião para “blindar” a indústria
Para amenizar a resistência do setor industrial, Alckmin assinou três acordos durante o encontro:
- Programa de Modernização Industrial 2026–2030
- R$ 45 bilhões em linhas de crédito subsidiado (via BNDES e Finep) para automação, robótica e treinamento em IA/indústria 4.0.
- Meta: aumentar a produtividade por hora trabalhada em 25% até 2030.
- Compensação fiscal para setores intensivos em mão de obra
- Redução temporária da contribuição patronal sobre a folha (de 20% para 15%) para empresas que adotarem jornada de 5 dias ou 44 horas semanais antes do prazo legal.
- Fundo Antidumping e Defesa Comercial
- R$ 2,5 bilhões adicionais para ações contra importações predatórias (dumping) em aço, têxtil, calçados, químicos e eletrônicos.
- Criação de unidade especial na Camex para monitoramento em tempo real de preços internacionais.
Repercussão imediata
- Fiesp e Paulo Skaf: Skaf saiu da reunião visivelmente contrariado e declarou à imprensa: “O governo quer impor uma redução de jornada sem discutir o custo real para a indústria. Isso pode custar centenas de milhares de empregos. A Fiesp não vai aceitar calada.”
- Centrais sindicais: CUT, Força Sindical e UGT celebraram a fala de Alckmin e convocaram ato conjunto em defesa da redução da jornada para 40 horas semanais (proposta original do governo).
- Empresários: Setores como varejo, serviços e construção apoiam a mudança; indústria pesada (aço, metalurgia, química) e agronegócio resistem fortemente.
- Pesquisas recentes: Datafolha (fevereiro/2026): 58% dos brasileiros apoiam redução para 44 horas semanais com manutenção do salário; 67% entre trabalhadores formais.
A reunião na Fiesp marcou o início oficial do cabo de guerra entre o governo Lula 3 e o empresariado sobre a redução da jornada de trabalho. Alckmin saiu fortalecido politicamente ao mostrar disposição para avançar na pauta trabalhista, mas pagou o preço de uma relação mais tensa com a Fiesp — que historicamente foi aliada do governo tucano e agora se sente traída.
O Jornal 25News acompanhará as negociações na Câmara (onde o PL e o centrão já sinalizam resistência) e os impactos econômicos projetados. Porque, em 2026, o debate não é mais sobre trabalhar menos — é sobre quem vai pagar a conta da mudança: o trabalhador, o empresário ou o contribuinte. E o governo está apostando que a resposta é: “o Brasil pode pagar”.
Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
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