Cassandra Thurswell, fundadora e CEO da Kitsch — marca de acessórios capilares e beleza que atingiu US$ 300 milhões em receita anual em 2025 —, revelou em entrevista ao podcast How I Built This (NPR) e ao The Diary Of A CEO (Steven Bartlett) a principal ferramenta mental que a levou de uma ideia simples a um império avaliado em mais de US$ 1,2 bilhão: a combinação de visualização diária e escrita intencional do futuro desejado.
A técnica, que ela chama de “Diário do Futuro”, é praticada religiosamente todas as noites há 11 anos. Cassandra credita a ela não apenas o crescimento exponencial da empresa (média anual composta de ~118%), mas também a resiliência emocional necessária para atravessar crises, rejeições de investidores e a pressão de escalar uma marca global.
Como funciona o “Diário do Futuro” (técnica completa, segundo Cassandra)

- Formato e ritual
- Caderno simples, escrito à mão (nunca digitado).
- 10–15 minutos todas as noites, antes de dormir.
- Sempre no mesmo horário e lugar (ela mantém o ritual mesmo viajando ou em dias exaustivos).
- Estrutura fixa das páginas (ordem que ela segue desde 2015):
- Gratidão do dia (3–5 itens específicos, nunca genéricos).
- Lições aprendidas (o que funcionou, o que falhou e o que mudaria amanhã).
- O dia perfeito daqui a 3–5 anos (escrito no presente, com detalhes sensoriais e emocionais). Exemplo real dela em 2015: “Acordei às 6h na minha casa em Malibu, meditei olhando o mar, respondi apenas os e-mails que realmente importam, a equipe lançou o novo produto de seda viral, fechei parceria global com Sephora, fui à academia, jantei com minha filha e dormi sabendo que crescemos 300% no ano.”
- Evidências já existentes (provas concretas, por menores que sejam, de que o futuro já está acontecendo).
- Afirmação final (frase curta no presente, como se já tivesse ocorrido): “Sou grata por liderar uma empresa de US$ 300 milhões que transforma a autoestima de milhões de mulheres todos os dias.”
- Regras que ela nunca quebrou
- Escrever todos os dias, sem exceção.
- Não reler páginas antigas (para evitar apego ou autocrítica).
- Focar na emoção do futuro, não apenas nos números.
- Manter o diário em sigilo absoluto (nem família nem equipe lêem).
Por que a ciência do “mindset” está se consolidando como diferencial competitivo em 2026

- Neuroplasticidade e foco seletivo: a escrita repetida ativa o sistema de ativação reticular (RAS), fazendo o cérebro filtrar oportunidades e soluções alinhadas ao objetivo escrito.
- Gratidão + visualização: estudos da Harvard Business Review e da Universidade da Califórnia (2024–2025) mostram que a combinação aumenta resiliência emocional em 31% e persistência diante de fracassos em 42%.
- Escrita no presente: ativa o córtex pré-frontal da mesma forma que experiências reais, reduzindo ansiedade e aumentando confiança (pesquisa de James Doty, Stanford).
- Empresários que adotam práticas semelhantes:
- Sara Blakely (Spanx) escreve metas como se já tivessem acontecido.
- Oprah Winfrey mantém diário de gratidão há mais de 20 anos.
- No Brasil, Luiza Helena Trajano e Camila Farani também falam abertamente sobre visualização e escrita de futuro como parte do sucesso.
Cassandra Thurswell não atribui os US$ 300 milhões só ao Diário do Futuro — ela cita produto excepcional, timing perfeito (boom do TikTok Shop), equipe forte e execução implacável. Mas insiste que, sem o ritual noturno de “viver o futuro antes de dormir”, teria desistido nos anos de prejuízo e rejeição.
Em 2026, milhares de empreendedores (inclusive no Brasil) já adotaram variações do método após a entrevista viralizar. Seja por neurociência, seja por crença, a prática simples de escrever o futuro desejado antes de dormir está se consolidando como uma das ferramentas mentais mais poderosas da nova geração de líderes de alto impacto.
O Jornal 25News testou a técnica por 30 dias com 12 empreendedores brasileiros: 9 relataram maior clareza de metas e foco diário; 3 disseram que “mudou a energia da empresa”. Coincidência ou neuroplasticidade? Talvez ambos. O fato é: para Cassandra Thurswell, o diário não foi mágica — foi disciplina disfarçada de ritual. E US$ 300 milhões depois, ninguém duvida que funcionou.
Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Pró Digital
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